Giulio Pellizzari, apontado como o principal adversário de Jonas Vingegaard na luta pela classificação geral do Giro de Itália, confirmou o estatuto ao ser o único ciclista a conseguir responder ao primeiro ataque do dinamarquês na segunda etapa, com chegada a Veliko Tarnovo.
O italiano, que venceu a Volta aos Alpes antes do Giro, demonstrou estar em excelente forma. Numa entrevista ao jornal La Gazzetta della Sport, Pellizzari mostrou-se satisfeito com o seu desempenho. “Sinto-me bem, a sério. As pernas estão lá. O Vingegaard está muito forte, mas estou contente por ter ficado perto dele e por me ter aguentado”, afirmou.
Após um dia de descanso e a viagem da Bulgária para Itália, a ‘corsa rosa’ prepara-se para entrar nas etapas de montanha mais exigentes. A chegada em alto ao Blockhaus, na sétima etapa, será o primeiro grande teste e um novo confronto direto entre Pellizzari e Vingegaard. O italiano, no entanto, mantém a confiança: “Ninguém é imbatível”.
Esta etapa será também crucial para a Red Bull – BORA – hansgrohe, que conta com Pellizzari e Jai Hindley como colíderes. Sobre o seu colega de equipa australiano, Pellizzari teceu rasgados elogios. “Todos sabemos o quão forte ele é. Mas, para mim, o que mais importa é a pessoa. Somos grandes amigos, além de colegas de equipa, apesar dos sete anos que nos separam”, disse, acrescentando: “Divertimo-nos muito juntos, e é isso que realmente faz a diferença. Ele é um tipo especial”.
Aos 22 anos, Giulio Pellizzari é visto como uma das grandes promessas da sua geração e a principal esperança italiana para quebrar um jejum de 10 anos sem vitórias no Giro. Contudo, o jovem ciclista prefere não se prender a metas rígidas.
“Não sou de fazer planos rígidos; guio-me pelo instinto. Tenho apenas de fazer as coisas da maneira certa, e depois o tempo dirá onde posso chegar. Hoje, ninguém pode saber se vou ganhar uma Grande Volta ou não”, argumentou. “E não sei quando estarei pronto, ou se acontecerá este ano, no próximo, ou daqui a cinco anos”.
Apesar da cautela, Pellizzari assume a responsabilidade. “Farei certamente tudo o que puder para o conseguir, por mim e pela Itália. Mas, agora, a única coisa que importa é viver o presente e descobrir, dia a dia, até onde se pode chegar”.



