A nona etapa da Volta a Itália 2026 parte de Cervia e termina no Corno alle Scale, depois de 183 km disputados integralmente na Emília-Romanha. Partida às 11h50, chegada prevista para as 16h00.

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É o segundo final em altitude desta edição e com o dia de descanso logo a seguir ninguém vai poupar esforços, à partida. Vai ser bom!

A planície da Emília-Romanha ocupa a maior parte da etapa e não prepara ninguém para o que está no final.

A partir das imediações de Bolonha, o pelotão entra nos Apeninos Setentrionais – uma zona raramente visitada pelo Giro. Querciola abre as hostilidades com pouco mais de 11 km de subida, antes de uma descida curta e insuficiente para recuperar as pernas.

O Corno alle Scale tem 13 km a uma média de 6% – mas essa média engana. Os últimos três quilómetros, a partir da Madonna dell’Acero, chegam aos 10% de inclinação média. É aí que a corrida se parte. Nessa rampa, o trabalho de equipa deixa de contar e cada corredor fica sozinho com as suas pernas.

O Red Bull KM aparece cedo na subida final, podendo provocar ataques antecipados se a fuga for apanhada nesse ponto.


Etapa 9
Data: 17 maio
Partida: Cervia
Chegada: Corno alle Scale
Distância: 184 km
Acumulado: 2.352 m

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A 9.ª etapa, até Corno alle Scale, fecha a primeira semana com uma chegada em subida longa, não brutal, mas exigente no final. Pode não rebentar a corrida, mas vai testar a consistência dos candidatos à geral.

Giro d'Italia 2026 | The Route

A grande questão táctica

O vento favorável no início abre espaço para uma fuga de qualidade. Mas a partida plana dificulta a formação de um grupo com escaladores de nível suficiente para sobreviver aos metros finais.

A Visma não tem pressão para controlar. Vingegaard já venceu no Blockhaus e Eulálio carrega o peso da liderança. Se a fuga for séria, pode deixar correr. Se a corrida vier a juntar-se no final, o dinamarquês é o homem mais forte.

O dilema para as outras equipas da geral é claro: perseguir pode significar estar a trabalhar para Vingegaard. Não perseguir pode deixar a etapa escapar para a fuga.

Com o dia de descanso logo a seguir, nenhuma equipa tem razão para ser conservadora.

Quanto a nomes para vencer, Giulio Ciccone é um nome falado. O italiano abdicou da geral propositadamente – perdeu tempo na oitava etapa para ganhar liberdade de movimentos – e chega sem amarras à classificação. O problema é que toda a gente sabe disso, e entrar na fuga certa não vai ser simples.

Eulálio – a rosa chega ao descanso?

Os últimos três quilómetros a 10% podem favorecer Eulálio mais do que o Blockhaus. O esforço é mais curto e mais explosivo – um perfil que se adequa melhor às suas características.

Com Damiano Caruso ao lado e a Bahrain Victorious a gerir a corrida com experiência, a maglia rosa tem boas hipóteses de chegar ao dia de descanso em mãos portuguesas.

O que acontece depois – na segunda semana, com os Alpes à espera – é uma história diferente.