Afonso Eulálio manteve a liderança do Giro após uma 11.ª etapa extremamente exigente, na quarta-feira, que o próprio descreveu como sendo «um pouco como uma clássica» devido ao início caótico. O jovem líder da Volta a Itália admitiu ter passado por momentos de dificuldade, mas conseguiu superar os obstáculos graças ao apoio fundamental dos colegas de equipa.

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A etapa, que terminou em Chiavari com a vitória de Jhonatan Narváez (UAE Emirates XRG), foi marcada pela ameaça de Chris Harper. O ciclista australiano da Pinarello Q36.5 integrou a fuga do dia e recuperou três minutos, mas Eulálio manteve a serenidade, explicando que a gestão da corrida na fase final foi um esforço conjunto entre as equipas dos favoritos para evitar o descontrolo total.

No final, o camisola rosa não poupou elogios à equipa Bahrain Victorious. “Foi uma corrida superdura. O início foi um caos total. Em certos momentos, senti que ia sofrer imenso. Mas vi os meus colegas de equipa muito perto de mim, por isso continuei a lutar”, afirmou, acrescentando: “A equipa esteve formidável, tal como nos outros dias. Não tenho palavras para descrever a minha equipa, por agora está a ser perfeito”.

Eulálio explicou ainda a estratégia coletiva na perseguição à fuga. “Se nenhum dos favoritos puxou, penso que não foi para me ajudar, mas apenas para tornar a corrida mais segura. Porque, caso contrário, se ninguém puxasse, se ninguém fosse para o combate, o final da corrida teria sido um caos completo”, analisou.

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“Nós fazemos sempre os nossos cálculos. Também puxámos um pouco, mas a tentar poupar-nos ao máximo. E depois, na parte final, o Chris Harper também é perigoso para as outras equipas, não apenas para mim, por isso não estávamos sozinhos a puxar”, concluiu