Kasia Niewiadoma, da Canyon//SRAM, foi a grande protagonista da etapa-rainha da Volta a França Feminina, ao vencer isolada no topo do Mont Ventoux e arrebatar a camisola amarela a Marlen Reusser. A ciclista polaca atacou a 9,7 quilómetros da meta e não mais foi alcançada, demonstrando ser a mais forte na mítica ascensão.

PUB
Segue o GoRide no Facebook!

A sétima etapa, disputada na sexta-feira, ligou La Voulte-sur-Rhône ao ‘Gigante da Provença’ ao longo de 146,8 quilómetros. A jornada foi marcada por uma intensa batalha entre as principais favoritas na subida final de 15 quilómetros, com uma inclinação média de 8,8%.

Niewiadoma cruzou a linha de chegada com uma vantagem de 1 minuto e 46 segundos sobre a anterior líder, Marlen Reusser (Movistar), que não conseguiu responder ao ataque decisivo. O pódio da etapa ficou completo com Demi Vollering (FDJ United-SUEZ) e Elisa Longo Borghini (UAE Team L’HIMAD), que também se destacaram no grupo das favoritas.

PUB

“Sinceramente, tenho dificuldade em descrever o que estou a sentir. Estou sem palavras. Sinto uma imensa gratidão. Esta vitória é dedicada a todas as pessoas que me apoiaram durante este longo período sem uma grande vitória. Quero agradecer a praticamente toda a gente. Estou tão cansada e emocionada com o que acabou de acontecer… Quando iniciei a subida, olhei para a direita e vi os meus pais parados à beira da estrada, porque tinham vindo hoje inesperadamente para me apoiar. Vi o meu pai a gritar palavras de incentivo e pensei para mim que tinha de o deixar orgulhoso hoje. Esta vitória é dedicada à minha família, aos meus amigos, ao meu marido, à minha equipa, ao meu treinador, ao meu gestor de equipa… Porque todos eles sabem o quanto me esforcei para alcançar esta vitória. Estiveram sempre ao meu lado, ouvindo as minhas queixas”, declarou a vencedora e nova camisola amarela do Tour, com 15 segundos de vantagem sobre Demi Vollering.

“Nunca procuro vitórias só por procurar, mas pelo prazer de vencer. Procuro-as porque adoro esta sensação maravilhosa que estou a ter agora. Vim para o Mont Ventoux com os meus amigos e o meu marido, e subimos a montanha três vezes. Divertimo-nos, fizemos sprints, variamos o ritmo… e a sensação de chegar ao topo daquela montanha foi incrível. A partir desse momento, só tinha um desejo: reviver aquela sensação hoje. A pura alegria de pedalar, como se fosse criança outra vez. Ser ciclista é maravilhoso: pode-se pedalar em qualquer lugar”, acrescentou.

“O meu plano era chegar ao Chalé Reynard isolada, porque a partir daí o vento estaria bastante forte e os ciclistas atrás de mim tentariam manter-se no vácuo uns dos outros o mais possível. Quando lá cheguei, a corrida tornou-se difícil por causa do vento contrário, mas eu sabia que os ciclistas atrás de mim estariam apenas a divertir-se”, contou Kasia.

A corrida teve um início tático, com a primeira fuga a formar-se apenas ao quilómetro 22, mas sem sucesso. Mais tarde, a 75 quilómetros da chegada, um grupo de sete ciclistas conseguiu escapar, chegando a ter uma vantagem de 2 minutos e 40 segundos. No entanto, o pelotão anulou a fuga a menos de 20 quilómetros do final, preparando o terreno para o confronto decisivo no Mont Ventoux.