Sigrid Haugset, da Uno-X, foi a grande protagonista da terceira etapa do Tour de França Feminino, esta segunda-feira. A ciclista norueguesa conquistou a vitória na tirada após uma fuga de mais de 80 quilómetros e assumiu a liderança da classificação geral, vestindo assim a camisola amarela.

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Numa etapa de 156 quilómetros que ligou Genebra a Poligny, Haugset cortou a meta em solitário após uma impressionante ‘escapada’ de 88 quilómetros. Lotte Kopecky (SD Worx-Protime), que lhe moveu uma feroz perseguição durante muitas quilómetros, terminou na segunda posição, a 1.24 minutos.

O grupo das principais candidatas à classificação geral cortou a meta a 2.48 minutos de Sigrid Haugset.

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A jornada ficou marcada por várias dificuldades montanhosas, como a ascensão ao Col de la Faucille e as subidas de Lajoux, Savine e Chaux-Champagny. Como se previa, este percurso seletivo endureceu a corrida e isolou as sprinters, incluindo a então camisola amarela, Lorena Wiebes (SD Worx), que ficou para trás a cerca de 130 quilómetros da chegada e viu a sua desvantagem aumentar rapidamente.

O início da etapa foi compacto, mas uma queda a 143 quilómetros do fim envolveu várias ciclistas, entre elas Demi Vollering (FDJ UNITED-SUEZ), vencedora da edição de 2023. A neerlandesa conseguiu, no entanto, reentrar na corrida. A ação decisiva deu-se com a formação de uma fuga de 11 corredoras, onde seguiam as futuras protagonistas do dia, Sigrid Ytterhus Haugset e Lotte Kopecky.

“Nem consegui tirar as duas mãos do guiador”

No final, Sigrid Haugset, que envergava a camisola de campeã norueguesa, descreveu a emoção e o esforço incríveis dos momentos finais. Em declarações aos meios de comunicação, a nova líder da prova admitiu ter estado perto de ser alcançada.

“Durou apenas alguns segundos e pensei que ela me ia apanhar. Pensei: “Devo simplesmente deixá-la passar? O segundo lugar já é bom.” Mas continuei. O carro foi incrível, a empurrar-me. Pensei em todas as minhas colegas de equipa, em todos os que me apoiavam a partir de casa, e disse a mim mesma: “Tenho de dar tudo”. Não consigo acreditar que ela não me apanhou. Ganhar com a camisola norueguesa é fantástico”.

A ciclista confessou que a intensidade do esforço foi tal que nem se apercebeu da conquista da camisola amarela e que não conseguiu celebrar devidamente. “Não pensei na camisola amarela. Estava com tantas tonturas no final. Sei que o meu namorado vai ficar chateado por eu não ter celebrado a vitória, mas não conseguia tirar as duas mãos do guiador. Era impossível», concluiu.