A 18.ª etapa do Tour de França, que liga Voiron a Orcieres-Merlette ao longo de 185,2 quilómetros, apresenta-se como uma oportunidade de ouro para uma fuga bem-sucedida. Com as brutais etapas 19 e 20, ambas a terminar no Alpe d’Huez, no horizonte, os principais candidatos à classificação geral deverão poupar energias, tornando improvável uma batalha direta entre si.

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A chegada em alto a Orcieres-Merlette, uma subida de 7 quilómetros com uma inclinação média de 6,7%, não é considerada suficientemente seletiva para criar diferenças significativas entre os favoritos. A alta velocidade a que estes ciclistas podem fazer a subida anula em grande parte as tentativas de ataque devido ao efeito de cone de ar. Além disso, a equipa UAE, de Tadej Pogacar, apesar de ser a única com capacidade para controlar a corrida, tem poucos incentivos para o fazer, dado que já conquistou várias etapas e uma vitória aqui traria poucos ganhos adicionais.

Ainda assim, um duelo entre os homens da geral não está totalmente descartado. A UAE poderá tentar isolar Remco Evenepoel para que Isaac del Toro ganhe tempo, mas a forma ascendente do belga e as características da subida, que lhe são favoráveis, podem neutralizar essa estratégia. Uma chegada em grupo entre os favoritos, possivelmente decidida ao sprint, é o cenário mais provável. Não se exclui também uma tentativa de ataque de Paul Seixas, que precisa de testar os seus rivais na luta pelo pódio.

O foco principal recai, portanto, sobre os fugitivos. A etapa, que começa em terreno plano antes de enfrentar a Côte d’Engins (11,4 km a 5,4%), é ideal para a formação de um grupo forte na frente. Para os trepadores e classicómanos que ambicionam uma vitória, este é um dia crucial, onde a fadiga acumulada poderá fazer mais estragos do que a própria dureza da subida final.

Entre os especialistas em clássicas, nomes como Mauro Schmid, Maxim van Gils, Tiesj Benoot, Quinn Simmons, Mathias Vacek e Marco Frigo são candidatos, pois o percurso não é exclusivo para puros trepadores. Ataques antes da subida final podem permitir-lhes chegar à decisão com uma vantagem crucial.

A luta pelo top-10 da geral também poderá aquecer na fuga. Jordan Jegat, especialista nestas situações, poderá ter de marcar ciclistas como Yannis Voisard, Ilan van Wilder, Richard Carapaz e Davide Piganzoli, todos separados por poucos minutos. Por outro lado, equipas como a Tudor e a TotalEnergies poderão trabalhar no pelotão para proteger as suas posições. Tom Pidcock, em oitavo, é outro nome a ter em conta para uma incursão.

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