Soren Waerenskjold (Uno-X Mobility) conquistou, na quarta-feira, a mais importante vitória da carreira ao vencer a 11.ª etapa do Tour de França, entre Vichy e Nevers, disputada à média recorde de 50,9 km/h, a mais elevada da história da Grande Boucle.

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O norueguês, de 26 anos, aproveitou um final caótico para lançar o sprint a menos de 400 metros da meta, resistindo ao regresso de Olav Kooij (Decathlon) e de Jasper Philipsen (Alpecin-Premier Tech), que viria a ser desclassificado.

O triunfo ganhou ainda maior significado por ter surgido depois de uma queda nos primeiros quilómetros da etapa. «É simplesmente incrível. É o maior sucesso da minha carreira», afirmou Soren Waerenskjold, admitindo que o desfecho o surpreendeu.

«É uma loucura que isto tenha acontecido hoje, especialmente depois da minha queda no início da etapa. Sentia-me mesmo mal no arranque, mas depois o meu corpo começou a funcionar e senti-me melhor na parte final com a adrenalina», explicou.

O ciclista revelou ainda as dúvidas que frequentemente o acompanham durante as corridas. «Às vezes, tenho uma confiança muito grande e acredito nas minhas hipóteses, mas também há muitos momentos em que me sinto super cansado e penso que é impossível ganhar», confessou, classificando a vitória como «uma enorme surpresa».

Sobre o desenrolar do sprint, Soren Waerenskjold explicou que a fase decisiva foi marcada por um abrandamento inesperado do pelotão. «Sabia que tínhamos de estar na frente a seis quilómetros da chegada, mas depois o ritmo abrandou porque os favoritos da geral estavam na frente e queriam aproveitar. Tivemos de sprintar para a última curva, o que me desgastou um pouco, mas queria poupar energia», contou.

A oportunidade surgiu pouco depois. «Abriu-se um espaço à direita e, de repente, vi o Cees Bol a aproveitar uma pequena brecha. Tentei apenas sprintar para fechar o espaço para ele, ficar um pouco na sua roda e depois ultrapassar. Nesse momento, vi que faltavam provavelmente 250 metros. Estava à espera que acontecesse o mesmo que em Bordéus e que alguém me passasse sobre a linha, mas, felizmente, desta vez ninguém apareceu», concluiu.

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