Henrique Casimiro em entrevista: do pelotão profissional a um novo projeto no ciclismo… [com video] 23 de Dezembro, 2025
Partilha!X “Pneus largos, pressão muito baixa”: o detalhe que ajudou Van Aert a bater Pogacar em Montmartre. Foi uma daquelas vitórias que ficam na memória — e que ajudam a explicar porque Wout van Aert continua a ser um dos ciclistas mais completos do pelotão. O triunfo nos Campos Elísios, no final do Tour de 2025, não só salvou a temporada do belga como deu à Visma-Lease a Bike um desfecho perfeito. Agora, Van Aert revelou que o segredo passou também… pela bicicleta.PUB O cenário era tudo menos simples. Chuva em Paris, tempos neutralizados e a camisola amarela em jogo, com Tadej Pogacar decidido a transformar o último dia numa página histórica. Não havia luta pela geral, mas ganhar nos Campos Elísios de amarelo seria um feito gigante — e o esloveno estava claramente com essa ideia. «Corri alguns riscos, mas não senti isso. Parecia que tudo estava sob controlo», contou Van Aert no podcast Inside the Beehive, da Visma. A chuva tornou o dia traiçoeiro, mas também abriu espaço para quem soubesse tirar partido das condições. E Van Aert soube. Quando a corrida entrou na última volta e o grupo ficou reduzido, Pogacar aumentou o ritmo na subida final a Montmartre. Era o momento decisivo. Mas o belga tinha ainda uma mudança guardada. Respondeu, acelerou… e foi-se embora. Sozinho, até à meta, resistindo ao grupo perseguidor. «Não é muito comum chegar sozinho aos Campos Elísios», lembrou, ainda com um sorriso na voz. A diferença fez-se nos detalhes — e na experiência. Especialista em ciclocrosse e habituado às clássicas de empedrado, Van Aert conhece a bicicleta como poucos. Sabe até onde pode ir, quanto pode arriscar e quando vale a pena fazê-lo. Contra Pogacar, decidiu apostar tudo. «Arrisquei: pneus largos, pressão muito baixa. Tinha o set-up perfeito para o final», revelou. Numa Paris molhada e escorregadia, essa escolha deu-lhe a confiança extra para atacar, descer e curvar no limite — sempre com a bicicleta colada ao pavés e ao asfalto. Foi assim, entre risco calculado, técnica apurada e instinto de campeão, que Wout van Aert escreveu uma das páginas mais marcantes do Tour de 2025. E lembrou a todos que, mesmo num ciclismo dominado por números e dados, às vezes ganha quem melhor sente a estrada.PUB Crédito da imagem: Visma-Lease a Bike/X
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