A recente edição da Paris-Roubaix testemunhou um final histórico com a vitória de Wout van Aert, mas também será recordada pela imagem de Tadej Pogacar com a bicicleta de apoio neutro.
Após ter sofrido um furo a 120 quilómetros da chegada, entre Quérénaing e Maing, o campeão do mundo teve de recorrer a uma bicicleta da Shimano devido à ausência de um carro da UAE Emirates nas proximidades. O esloveno, que terminou em segundo lugar o Monumento, descreveu a experiência como “muito desconfortável”, criticando o equipamento, que comparou a um “carrinho de mão”, em declarações à HLN.
🚴🇫🇷 | Een pechmomentje voor Pogacar! Hij zakt terug als gevolg van materiaalpech… en vervolgt zijn weg op een neutrale fiets van Shimano! 😱😱 #parisroubaix
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— Eurosport Nederland (@Eurosport_NL) April 12, 2026
A imagem circulou amplamente nas redes sociais: a camisola arco-íris num quadro azul genérico, semelhante a um modelo Canyon de 2020, bem diferente da sua habitual Colnago. Pogacar não poupou nas palavras, afirmando que a experiência “foi muito desconfortável”, ao ponto de se sentir como se estivesse a pedalar um “karjolo”, um carrinho de mão em dialecto esloveno.
Pogacar diz que as regulações eram completamente desadequadas: “A altura do selim não estava certa e as rodas também não eram adequadas ao empedrado”, lamentou.
Esta situação é ainda mais surpreendente, dado que a Shimano afirma ter as medidas exatas de cada líder de equipa para ajustar as bicicletas de substituição. Obrigado a trocar de bicicleta novamente seis quilómetros depois, Pogacar teve de fazer um esforço extra, o que sem dúvida teve um papel importante no sprint final contra Van Aert.



