Remco Evenepoel demonstrou uma superioridade esmagadora para conquistar a sua quarta vitória consecutiva no contrarrelógio dos Campeonatos do Mundo. Em Montreal, o belga superou Filippo Ganna, que ficou com a prata, e o surpreendente francês Paul Seixas, que levou o bronze.

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Numa exibição imperial no percurso plano de 39,2 km, Remco Evenepoel (Bélgica) sagrou-se campeão do mundo de contrarrelógio de elite pela quarta vez seguida. O italiano Filippo Ganna recuperou de um início mais discreto para garantir a medalha de prata, a 57 segundos do vencedor, enquanto o jovem Paul Seixas (França) confirmou o seu potencial ao fechar o pódio, a 1 minuto e 13 segundos.

O sueco Jakob Söderqvist parecia destinado a uma medalha, mas uma queda na fase final da prova relegou-o para o quinto lugar. Por sua vez, o norte-americano Brandon McNulty foi consistente ao longo do percurso e terminou na quarta posição, a 12 segundos do pódio, mas muito distante do tempo do campeão.

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Com este triunfo, Evenepoel iguala os feitos de Fabian Cancellara e Tony Martin como tetracampeão mundial da disciplina, mas supera-os ao conseguir as quatro vitórias de forma consecutiva. Recorde-se que o belga já tinha alcançado a dobradinha no contrarrelógio e na prova de fundo nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, um feito que tentará agora repetir no Canadá.

A vitória de Evenepoel começou a desenhar-se desde cedo. No primeiro ponto intermédio, já liderava com nove segundos de vantagem sobre Söderqvist, margem que aumentou para 34 segundos no segundo ponto. Ganna melhorou na segunda metade do percurso, mas no terceiro ponto intermédio já perdia 48 segundos para o belga, selando o desfecho da prova.

A parte final foi uma mera formalidade para Evenepoel. Um breve susto com um aparente problema mecânico revelou-se um falso alarme, e o ciclista belga cruzou a meta com tempo de sobra para celebrar mais um título mundial.

Nelson Oliveira foi 20.º, a 2.23 minutos de Evenepoel, e Ivo Oliveira 21.º, com mais cinco segundos do que o compatriota.

Apesar de a vitória de Evenepoel ser o desfecho esperado, a luta pelos restantes lugares do pódio foi renhida. Byron Munton (África do Sul), Jash Sütterlin (Alemanha) e Kasper Asgreen (Dinamarca) foram sucessivamente os mais rápidos em prova, mas foi Paul Seixas quem estabeleceu um tempo de referência difícil de bater. Söderqvist, campeão de sub-23 do ano passado, parecia capaz de superar o francês, mas a queda deitou por terra as suas aspirações a uma medalha.

No entanto, assim que Evenepoel iniciou a sua prova, ficou claro quem seria o vencedor. Os seus principais adversários, Filippo Ganna e Stefan Küng (Suíça), já perdiam 22 segundos no primeiro ponto intermédio, uma desvantagem que se revelou impossível de recuperar.