Brandon McNulty sagrou-se campeão do mundo de ciclismo de estrada em Montreal, conquistando a tão desejada camisola arco-íris e sucedendo a Tadej Pogacar. A reação do esloveno, companheiro de equipa na UAE Emirates-XRG, não tardou a surgir através das redes sociais, onde felicitou efusivamente o corredor norte-americano.
«O Rei de Montréal. Orgulhoso de ti, Brandon McNulty», escreveu Pogacar na rede social Instagram, após ter assistido à consagração do colega a partir de casa. Para ilustrar a publicação, o antigo campeão mundial escolheu uma imagem marcante do GP de Montréal de 2025, momento em que a dupla se isolou de todo o pelotão e cruzou a meta lado a lado na Avenue du Parc, com o triunfo a ser entregue a McNulty e o esloveno a terminar no segundo posto.
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A relação de McNulty com as estradas canadianas é, de resto, extensa e bem-sucedida. O corredor estreou-se no GP de Montréal em 2018, com apenas 20 anos, terminando em 16.º lugar. Mais tarde, em 2023, foi 13.º classificado, antes de vencer em 2025 e de alcançar a terceira posição no início deste mês, atrás de Paul Seixas e do colega da UAE Isaac del Toro. Desta vez, voltou à cidade para arrebatar, a título individual, o triunfo mais importante da sua carreira.
Habituado a desempenhar tarefas de gregário em prol do líder esloveno nas principais competições do calendário, McNulty expressou a sua satisfação após a corrida, em declarações recolhidas pela AFP: «Espero ter deixado o Tadej orgulhoso por manter a camisola na equipa. Espero que ele tenha gostado de assistir.»
O desfecho cria agora um cenário particular na UAE Emirates-XRG rumo a 2027, ano em que o norte-americano envergará a camisola arco-íris enquanto Pogacar continuará a liderar grande parte das maiores metas da formação. Questionado, por entre risos, sobre uma eventual inversão de papéis na próxima temporada, o novo campeão mundial desdramatizou o tema com boa disposição.
«Não sei, talvez ele tenha de trabalhar para mim durante alguns dias», brincou McNulty, acrescentando de seguida: «No fim de contas, ele continua a ser o melhor ciclista. Por isso, agora vai ser divertido andar na frente das corridas com a camisola vestido a trabalhar para ele.»

