A poucos dias do arranque do Tour, um conjunto de organizações de defesa dos direitos humanos instou a União Ciclista Internacional (UCI) a suspender de imediato a licença da equipa UAE Emirates-XRG. O pedido foi formalizado numa carta enviada a 25 de junho ao presidente da UCI, David Lappartient.

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As organizações FairSquare, Sudan Unlimited, Christian Solidarity Worldwide e o Bahrain Institute for Rights and Democracy argumentam que a equipa de ciclismo tem uma ligação demasiado estreita com o Estado dos Emirados Árabes Unidos. Segundo as ONG, os principais patrocinadores da formação, nomeadamente a Emirates, a XRG, o First Abu Dhabi Bank e a E&, estão diretamente ligados ao governo emiradense.

A principal acusação prende-se com o conflito no Sudão. As organizações alegam que os sucessos desportivos da equipa de Tadej Pogacar servem para melhorar a imagem internacional dos Emirados, país que é acusado de apoiar as Forças de Apoio Rápido (RSF) no conflito sudanês. Recorde-se que os Emirados Árabes Unidos sempre negaram estas acusações.

Para além do pedido de suspensão, os signatários da carta solicitam à UCI uma revisão mais ampla da sua política de licenciamento para equipas que são apoiadas por Estados, mencionando também o caso da Bahrain Victorious. Até ao momento, nem a UCI nem a UAE Team Emirates-XRG reagiram publicamente a esta solicitação.