Juan Ayuso aguarda para conhecer a real extensão das lesões sofridas após uma aparatosa queda no Grande Prémio do Québec. O corredor espanhol caiu a poucos metros da meta na passada sexta-feira, mas um primeiro exame médico revelou-se positivo. Contudo, a sua equipa, a Lidl-Trek, prefere aguardar 48 horas para ter uma avaliação mais precisa do seu estado clínico.
Josu Larrazabal, responsável de performance da Lidl-Trek, explicou ao jornal Marca a necessidade de cautela. “São choques para os quais é preciso esperar alguns dias para ver as verdadeiras consequências”, afirmou. Com os Campeonatos do Mundo de Montreal agendados para 27 de setembro, a prudência é a palavra de ordem. “Estamos a preparar os campeonatos do mundo, por isso temos de ser razoáveis e avançar dia a dia”, acrescentou Larrazabal.
😬 𝗣𝗔𝗨𝗟 𝗦𝗘𝗜𝗫𝗔𝗦 🇫🇷 𝗔 𝗙𝗔𝗜𝗟𝗟𝗜 𝗧𝗢𝗠𝗕𝗘𝗥 𝗦𝗨𝗥 𝗟𝗘 𝗦𝗣𝗥𝗜𝗡𝗧 𝗗𝗘 𝗟𝗔 𝗖𝗟𝗔𝗦𝗦𝗜𝗤𝗨𝗘 𝗗𝗘 𝗤𝗨𝗘𝗕𝗘𝗖 🇨🇦🩹
🤕 Enorme vague totalement involontaire de notre pépite 💎 qui a touché la roue du Lotto-Intermarché 🇧🇪 et emmène Juan Ayuso 🇪🇸 au sol… pic.twitter.com/n77jJ4erS8
— Le Cyclisme Français 🇫🇷 (@LeCyclismeFRA) September 11, 2026
O técnico revelou ainda ter conversado com Ayuso após a corrida, mostrando-se tranquilizado pela reação do atleta. “Ele estava chateado, mas foi até capaz de brincar com a situação. Desse ponto de vista, a sua reação inicial não foi má, e o primeiro exame médico também foi positivo”, indicou.
Na sequência do incidente, Paul Seixas (Decathlon CMA CGM) foi alvo de fortes críticas por um alegado envolvimento na queda, mas a Lidl-Trek saiu em sua defesa. Larrazabal esclareceu que a culpa não pode ser atribuída ao ciclista. “Não se vê claramente no vídeo se houve um toque entre os guiadores. Há um movimento de um corredor da Lotto que toca em Seixas e o manda ao chão”, explicou.
O responsável da equipa foi perentório na sua análise: “Muitas pessoas criticam o Seixas, mas, do nosso ponto de vista, ele não tem absolutamente nenhuma responsabilidade. Tudo começa com aquele movimento do corredor da Lotto, e o Seixas acaba por ser apanhado no meio”. Larrazabal garantiu ainda que o próprio Juan Ayuso partilha desta visão, sublinhando que “o próprio Juan nunca considerou que Seixas fosse o responsável”.

