Apesar de uma temporada de 2026 aquém das expetativas a nível de resultados, Geraint Thomas mantém a confiança no processo de reestruturação da Netcompany-Ineos.

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Em declarações prestadas no podcast Watts Occurring, ao lado de Luke Rowe, o diretor da equipa britânica abordou com frontalidade o desfasamento entre os objetivos traçados e o que a formação conseguiu concretizar na estrada.

“Olhando puramente para os resultados, diria que definitivamente não foi bom”, admitiu Thomas. “Tivemos muitas vitórias, mas foram triunfos menores. Na verdade, não tivemos nenhuma grande vitória.”

Pelo segundo ano consecutivo, a Netcompany-Ineos encerrou a época no oitavo lugar do ranking de equipas da UCI.

Entre os principais destaques estiveram Dorian Godon, que somou cinco vitórias no WorldTour no seu ano de estreia pela equipa, e Filippo Ganna, vencedor da Dwars door Vlaanderen e de um contrarrelógio na Volta a Itália.

No Giro, Thymen Arensman alcançou ainda o quarto lugar da classificação geral, contando com o apoio de Egan Bernal nas etapas decisivas de montanha.

Em contrapartida, a formação britânica saiu da Volta a França sem qualquer triunfo em etapas e sem colocar nenhum ciclista no top 10 da geral.

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Contudo, para Geraint Thomas, avaliar o ano unicamente pelo prisma dos resultados acaba por mascarar a evolução que tem sido feita nos bastidores.

“Vamos assumir que estamos a começar a 20% do que éramos, só para escolher um número. Não se pode passar imediatamente dos 20 para os 80”, explicou.

“É como subir uma escada, não é? Não se pode passar do segundo degrau diretamente para o oitavo. É preciso passar pelo terceiro, pelo quarto, pelo quinto.”

Apesar do reforço do plantel com as chegadas de Oscar Onley, Kevin Vauquelin e Dorian Godon para 2026, a época ficou marcada por quedas, problemas de saúde e oportunidades perdidas.

Vauquelin viu a sua campanha da primavera interrompida e uma queda no Tour Auvergne-Rhône-Alpes afastou Onley da Volta a França.

Para Thomas, além do fator sorte, há aspetos táticos que a equipa tem vindo a assimilar, usando como exemplo o episódio da descida técnica que antecedeu o acidente de Onley: “A razão para assumir o controlo não era arriscar tudo nessa descida. Era estar no controlo e ditar o ritmo. Acho que o facto de terem executado e passado o topo em primeiro lugar é um grande ponto positivo. Penso que todos aprenderam a fase seguinte desse plano e vão levar isso para a frente.”

Diante de mais uma fase de reconstrução, o ciclista sublinha que a evolução é evidente, mesmo que as grandes vitórias ainda não tenham chegado em força: “Acho que subimos alguns degraus na escada, com certeza. Também escorregámos algumas vezes, mas isso faz parte, não é?”