Tom Pidcock considera a saída da INEOS como a “melhor decisão” da carreira, uma mudança que o revitalizou. O britânico, em declarações à La Gazzetta dello Sport, refletiu sobre a trajetória e o impacto da transferência para a Pinarello – Q36.5.
Recorde-se que Pidcock se juntou à INEOS no início de 2021, onde rapidamente demonstrou talento excecional. Nesse mesmo ano, sagrou-se campeão olímpico de BTT, e no ano seguinte venceu a mítica etapa do Alpe d’Huez no Tour, além de já ter conquistado o Mundial de ciclocrosse. Em 2024, revalidou o título olímpico de BTT.
Apesar destes sucessos e de vitórias de prestígio na estrada, como na Strade Bianche e na Amstel Gold Race, o pecúlio em quatro épocas na equipa britânica resumiu-se a apenas cinco triunfos em provas de estrada. Após disputas internas e incertezas sobre o seu papel, Pidcock rescindiu o contrato que era válido até 2027, juntando-se à sua nova equipa sob a influência de Ivan Glasenberg, proprietário da Pinarello.
“Escolher a equipa foi um processo longo que exigiu muita reflexão e tempo para tomar uma decisão”, partilhou Pidcock. “Agora posso dizer com certeza que, sim, foi provavelmente a melhor decisão que já tomei na minha carreira. Na verdade, diria que nunca tomei uma má decisão no que toca a contratos com equipas”.
A mudança provou ser um sucesso. Em menos de duas temporadas, o britânico já soma 10 vitórias, recuperou a confiança e alcançou um pódio na Vuelta a Espanha em 2025, confirmando finalmente o potencial para as grandes Voltas. A consistência exibicional atingiu um nível que não tinha demonstrado na INEOS.
Novo título mundial e foco na estrada
Este verão, Pidcock regressou ao BTT e, sem qualquer prova de preparação, conquistou a camisola arco-íris de campeão do mundo. “Depois do Tour, adiámos a participação no Mundial de BTT por três semanas. Depois comecei a sentir-me melhor e a treinar mais forte, então dissemos: ‘Ok, podemos tentar’”.
Agora, com o foco novamente na estrada, o britânico prepara-se para o Mundial de Montreal. Para ganhar ritmo, competiu em Itália, onde venceu o GP Industria & Artigianato, e nas clássicas canadianas, terminando em quarto no GP de Québec e em sexto no GP de Montréal.
Com a ausência de Tadej Pogacar, Pidcock é apontado como um dos principais candidatos à vitória. No entanto, o próprio atribui o favoritismo a outros. “Penso que esse papel pertence a Evenepoel, Del Toro e Seixas. Mas vou tentar”, concluiu.

