Jonathan Milan continua imparável na Volta à Polónia. O italiano da Lidl-Trek conquistou na quarta-feira a terceira vitória consecutiva, impondo-se novamente ao sprint na chegada a Zielona Góra e reforçando a liderança da classificação geral da corrida.

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Vestido de camisola amarela, Milan somou o 11.º triunfo da temporada e o 36.º da carreira, aumentando para 18 segundos a vantagem sobre o francês Paul Magnier (Soudal T-Rex), que, depois de ter sido o principal rival nas duas primeiras etapas, não foi além da 14.ª posição.

O britânico Noah Hobbs (EF Education-EasyPost) terminou em segundo lugar na etapa, enquanto o italiano Alessandro Romele (Astana) completou o pódio.

João Almeida assinalou o 28.º aniversário com mais uma jornada tranquila. O português da UAE Emirates-XRG integrou o pelotão principal até à meta, cruzando a linha de chegada na 112.ª posição. Na classificação geral, subiu ao 99.º lugar, a 30 segundos de Milan, mantendo-se à espera das etapas de montanha e do contrarrelógio final para entrar verdadeiramente na luta pelos primeiros lugares.

A terceira etapa, com 193 quilómetros e um percurso totalmente plano, apontava desde o início para uma nova chegada ao sprint. Ainda assim, seis corredores tentaram contrariar esse desfecho: Enzo Paleni, Dries de Bondt, Matteo Sobrero, Sjoerd Bax, Fabio Christen e Taco van der Hoorn.

A fuga imprimiu um ritmo elevado, contribuindo para uma média de velocidade próxima dos 46 km/h. O pelotão teve de trabalhar intensamente para anular a vantagem dos escapados, que acabaram alcançados apenas a quatro quilómetros da meta.

A aproximação à chegada foi marcada por grande velocidade e alguma desorganização entre as equipas dos sprinters, que perderam os seus lançadores antes do previsto. Sem um comboio dominante no último quilómetro, Jonathan Milan voltou a fazer a diferença. Bem posicionado na roda de dois corredores da Team dsm-firmenich PostNL, lançou o sprint a cerca de 200 metros da meta e venceu com autoridade, deixando a concorrência sem capacidade de resposta.

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“No final foi caótico, mas também muito divertido. Quero agradecer novamente aos meus colegas de equipa pelo excelente trabalho durante toda a etapa. Estava um pouco preocupado em ficar isolado nos últimos quilómetros, porque as estradas eram largas e era fácil perder a posição, mas conseguimos manter-nos juntos e eles deram-me sempre confiança. Lancei o sprint no momento certo e correu tudo na perfeição”, afirmou Milan após a chegada.

A quarta etapa promete alterar o rumo da corrida. O percurso de 176 quilómetros inclui três contagens de montanha no último terço, duas delas de primeira categoria, com a derradeira situada a apenas cinco quilómetros da meta, oferecendo a primeira oportunidade aos candidatos à classificação geral.