A 45.ª edição da Clássica de San Sebastián realiza-se no sábado, dia 1 de agosto, e contará com a presença de vários dos maiores nomes do pelotão no País Basco. Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe), tricampeão da prova, é o principal cabeça de cartaz, regressando após um ano de ausência na corrida basca e menos de uma semana após ter terminado o Tour de França em segundo lugar, vencendo ainda duas etapas.

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O percurso da edição de 2026 terá uma extensão de 221,2 quilómetros, com um acumulado de 4.284 metros de desnível acumulado. Como é habitual, o traçado está repleto de subidas curtas e íngremes, mas os principais obstáculos surgem na fase final da corrida. As ascensões a Jaizkibel, Erlaitz e Murgil Tontorra serão, muito provavelmente, decisivas para determinar quem chegará a San Sebastián com hipóteses de vencer.

A subida de Jaizkibel, com oito quilómetros a uma pendente média de 5,4%, será o primeiro grande teste e deverá começar a reduzir o pelotão. Segue-se quase de imediato a Erlaitz, uma subida mais curta (3,8 km) mas consideravelmente mais íngreme, com uma média de 11% e rampas que ultrapassam os 13%. Esta poderá ser uma fase crucial, mesmo a 42,5 quilómetros da meta.

A decisão final deverá acontecer na Murgil Tontorra, a última subida do dia. Com apenas dois quilómetros, a sua pendente média de 9,8% esconde rampas que atingem os 18,5%, tornando-a no local ideal para um ataque tardio. Foi aqui que Giulio Ciccone (Lidl-Trek) lançou o seu ataque vitorioso em 2025. Após a sua conclusão, restará apenas a descida e o percurso final até à meta em San Sebastián.

Favoritos e antigos vencedores

Remco Evenepoel é o claro favorito à vitória. O belga já demonstrou que consegue vencer de diferentes formas, seja com ataques de longe ou resolvendo a corrida num sprint, como fez contra Pello Bilbao em 2023. A subida final a Murgil Tontorra parece ser o palco ideal para o seu ataque.

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Na linha de partida estarão também outros antigos vencedores. O detentor do título, Giulio Ciccone, que não participou no Tour de França e chegará mais fresco, é visto como o principal adversário de Evenepoel. O italiano possui a aceleração necessária para as rampas mais íngremes e sabe onde a corrida pode ser ganha.

Outros campeões presentes serão Marc Hirschi (Tudor), vencedor em 2024, e Neilson Powless (EF Education-EasyPost), que triunfou em 2021. Recorde-se que Evenepoel venceu as edições de 2022 e 2023.

A Red Bull conta ainda com Giulio Pellizzari como uma segunda opção. O italiano, apesar da menor experiência em clássicas, já demonstrou capacidade nas subidas e o seu quarto lugar na Superga sugere que se adapta bem a finais explosivos.

Lenny Martinez (Bahrain Victorious), que terminou o Tour em quinto lugar, é outro nome a ter em conta. O francês esteve em destaque na alta montanha e tem a aceleração necessária para as subidas curtas como a Murgil Tontorra, caso tenha recuperado do esforço de três semanas.

Afonso Eulálio (Bahrain) é o único português em prova e poderá intrometer-se na luta pelos lugares cimeiros se mostrar boas pernas na fase decisiva.

As esperanças locais recaem em parte sobre Alex Aranburu (Cofidis), que tem capacidade para sobreviver às subidas finais e velocidade para disputar a vitória num grupo reduzido. Outros ciclistas em boa forma incluem Mauro Schmid (Jayco AlUla), recente vencedor de uma etapa no Tour, e Quinn Simmons (Lidl-Trek), que se destacou a apoiar os seus colegas de equipa na mesma prova.

Lennert Van Eetvelt (Lotto-Intermarché) e Matteo Jorgenson (Visma | Lease a Bike) também podem ter uma palavra a dizer, dependendo da sua recuperação física após o Tour de France. A lista de ‘outsiders’ a observar inclui nomes como Dylan Teuns (Cofidis), Noa Isidore (Decathlon CMA CGM), Christian Scaroni (XDS Astana), Gianmarco Garofoli (Soudal Quick-Step), Emiel Verstrynge (Alpecin-Premier Tech) e Jarno Widar (Lotto-Intermarché).