Mathieu Van der Poel protagonizou um final de Tour de França memorável ao vencer a prestigiada 21.ª etapa na icónica chegada aos Campos Elísios. O ciclista neerlandês da Alpecin-Premier Tech superiorizou-se num duelo intenso contra o camisola amarela Tadej Pogacar e resistiu por uma margem mínima ao pelotão de sprinters.

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Esta foi a segunda vitória de Van der Poel na presente edição da prova. No final, o ciclista não escondeu a emoção por concretizar um objetivo há muito ambicionado.

“É um sonho”, começou por dizer. “Já pensava nisto no ano passado, quando estava doente e tive de ver a etapa pela televisão. Já pensava neste momento e, da forma como aconteceu… é um sonho. Foi extremamente difícil estar na frente com o melhor ciclista do pelotão. Todo o meu respeito pelo Tadej [Pogacar]”, afirmou.

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O neerlandês admitiu ter duvidado do sucesso da fuga. “Achei que íamos ser apanhados. Depois, pensei neste momento específico e dei tudo nos últimos 500 metros. Forcei ao máximo. Estava à espera que uma roda surgisse para me ultrapassar, mas isso não aconteceu”, relatou, antes de descrever o momento em que percebeu que a vitória estava garantida e que o seu colega de equipa também tinha tido sucesso.

“Vi um pneu Pirelli ao meu lado: era o do Jasper. Isto prova que nunca desistimos. O nosso início de Tour talvez não tenha sido o ideal, mas terminar em primeiro e segundo nos Campos Elísios é muito bom. Estou muito feliz.”

Para Van der Poel, esta vitória tem um significado especial na sua carreira. “Ainda há algumas corridas que quero ganhar na minha carreira, e esta [nos Campos Elísios] era uma delas”, confessou.

“Temos uma expressão em neerlandês: é preciso ir buscar a energia ao mais fundo de nós, até à ponta dos pés. Não sei de onde veio a energia hoje, mas de certeza que não foi da ponta dos pés!”, disse.