Na 20.ª etapa da Volta a França, vencida por Richard Carapaz (EF Education-EasyPost), Tadej Pogacar assumiu um papel diferente. O esloveno da UAE Emirates-XRG, sólido camisola amarela, vestiu a pele de gregário para proteger o seu colega de equipa e amigo, Isaac del Toro.

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O objetivo era claro: garantir o pódio e a Camisola Branca para o mexicano, que se encontrava sob a ameaça da equipa Decathlon CMA CGM e do seu líder, Paul Seixas. A estratégia resultou, com Seixas a ceder na subida ao Col de Sarenne. Pogacar fez questão de acompanhar Del Toro até à meta, celebrando de forma efusiva a dobradinha da UAE no pódio do Tour.

Mas o campeão do mundo desvalorizou o seu esforço individual, sublinhando o trabalho coletivo. “As pessoas vão falar do facto de eu ter ajudado o Isaac (del Toro) a chegar ao pódio, mas antes ele ajudou-me a mim a conquistar a camisola amarela, e a equipa ainda mais. O Nils (Politt), o Florian (Vermeersch) no plano; o Felix (Grosschartner), o capitão de estrada que tomou as decisões; o Adam (Yates) que se sacrificou sempre, tal como o Brandon (McNulty), desde o início. Hoje foi uma honra correr para o Isaac nas últimas duas horas de corrida. Fi-lo com prazer e percebi o quão duro é correr para outra pessoa.”

Vitória em Paris: “se não houver riscos…”

O esloveno recordou ainda o momento da chegada ao Alpe d’Huez como “verdadeiramente memorável” e fez um balanço positivo da prestação da sua equipa, apesar de reconhecer a “falta de sorte” de alguns adversários.

Já a pensar na última etapa em Paris, Pogacar abordou a possibilidade de lutar pela vitória nos Campos Elísios. “Veremos se vou lutar pela vitória nos Campos Elísios, veremos como me sinto. Não correrei riscos, mas o Wout (Van Aert, vencedor no ano passado) não está cá este ano, por isso haverá um grande concorrente a menos”, afirmou, acrescentando: “Não é um objetivo, mas se tiver boas pernas e não houver riscos, poderei tentar.”