A União Ciclista Internacional (UCI) vai implementar uma nova regra que obriga a uma reta final de, no mínimo, 200 metros em etapas com provável chegada massiva ao sprint. A medida, que visa aumentar a segurança dos ciclistas, entrará em vigor a partir do próximo dia 1 de julho.
Esta alteração ao regulamento surge na sequência de protestos por parte dos corredores, que se têm queixado da perigosidade de algumas chegadas. Um dos episódios mais recentes ocorreu na 6.ª etapa do Giro d’Italia, em Nápoles, onde uma queda aparatosa envolveu vários dos principais sprinters.
Na altura, Jonathan Milan (Lidl-Trek) mostrou-se bastante crítico com a organização. “Não percebo mesmo porque é que se tenta encontrar chegadas tão complicadas. Podíamos simplesmente terminar em linha reta, mas não”, declarou o ciclista italiano à Eurosport, lamentando a existência de uma curva perigosa a poucos metros da meta.
Em resposta a estas preocupações, a UCI decidiu aditar uma nova especificação ao seu regulamento de provas de estrada. “A reta de chegada deve ser o mais longa possível, pelo menos 200 metros. Isto é particularmente importante para as provas suscetíveis de terminarem num sprint massivo”, pode ler-se na nova diretriz.
Até agora, o regulamento era menos específico, referindo apenas que “o responsável pela segurança do evento deverá prestar especial atenção à última parte do percurso e aos cem metros finais antes da chegada, e garantir que as condições de segurança são respeitadas”.
A nova regra, que será aplicada já a partir de julho, foi recebida com agrado tanto pelos ciclistas como pelos adeptos da modalidade, que esperam ver finais de etapa mais seguros e justos.
