Afonso Eulálio sofreu uma queda na 18.ª etapa da Volta a Itália, disputada esta quinta-feira, mas escapou sem lesões graves, tendo apenas sofrido pequenas escoriações no cotovelo, segundo informou o boletim clínico da equipa do português, a Bahrain Victorious.
O incidente ocorreu a cerca de 50 quilómetros da meta da tirada de 171 quilómetros, que ligou Fai della Paganella a Pieve di Soligo, quando Eulálio tentava recolher um saco na zona de abastecimento.
🇮🇹 #GirodItalia | ST 18
👏 What an exciting final for our team!
Eulálio attacked on the steep Ca’ del Poggio, then Zambanini delivered a powerful sprint to take 2nd in Pieve di Soligo. What an impressive result for the team! @giroditalia #RideAsOne
📸 @SprintCycling pic.twitter.com/zZgoibzvzq
— Team Bahrain Victorious (@BHRVictorious) May 28, 2026
Apesar do susto, o corredor de 24 anos desvalorizou o sucedido. “Penso que está tudo bem comigo, não é nada de especial”, afirmou em declarações divulgadas pela assessoria de imprensa da Bahrain Victorious. Os exames realizados após a etapa confirmaram a ausência de fraturas.
Líder da classificação da juventude e quinto na geral, Eulálio conseguiu regressar ao pelotão graças ao auxílio dos colegas de equipa, que, segundo o próprio, “fizeram um ótimo trabalho como têm feito todos os dias”.
Crashing to attacking in 50km 🤯
Afonso Eulálio had a dramatic Stage 18 at the Giro d’Italia, crashing with less than 50km to go but making it back to the peloton and attacking twice 💪
_____
🇮🇹 #GirodItalia pic.twitter.com/HXv4YR4Raj— Velon CC (@VelonCC) May 28, 2026
O ciclista figueirense mostrou-se determinado a defender a posição. “A queda não foi o melhor, mas, acima de tudo, continuamos a lutar como temos feito todos os dias. Temos a camisola branca, e queria mantê-la”, reconheceu.

Demonstrando que a queda não o afetou, Eulálio ainda lançou um ataque a dez quilómetros do final. “A subida final é uma subida como eu gosto, mais explosiva, mais clássica, e apenas pus o meu ritmo. Sabia que se endurecesse […] podia atacar mais tarde e acabou por correr perfeito”, explicou.
O português chegou a formar uma dupla na frente com Johannes Kulset (Uno-X), mas ambos foram alcançados a 2.000 metros da meta. “No fim, os sprinters ainda tinham homens de trabalho”, lamentou o ciclista luso, numa etapa que culminou com a vitória do francês Paul Magnier (Soudal Quick-Step).



