Tom Pidcock pode estar de regresso à Taça do Mundo de XCO. A prova checa de Nové Město na Moravě regressa ao calendário dentro de dias – e tudo indica que o britânico estará na linha de partida.
Foi a própria organização da corrida a alimentar os rumores, com uma publicação nas redes sociais que aponta claramente para a sua presença.
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Sem confirmação oficial do corredor ou da equipa, os responsáveis pela prova referiam-se a um jovem britânico que perguntava se podia voltar a competir após uma recuperação mais rápida do que o esperado.
A ligação de Pidcock a Nové Město é única no pelotão de XCO.
O britânico venceu todas as provas que disputou naquele traçado, uma série que começou ainda na categoria sub-23, em 2020, e que nunca foi interrompida por uma derrota.
A única edição sem vitória foi a de 2025 – porque Pidcock simplesmente não competiu.
Este ano, com a recuperação bem encaminhada, o cenário pode ser bem diferente.
O acidente e o regresso gradual
A temporada de Pidcock ficou marcada por um acidente na Volta à Catalunha.
A paragem foi forçada. O regresso chegou com uma vitória no Tour of the Alps, seguida de uma participação mais discreta na Liège-Bastogne-Liège.
A grande prioridade continua a ser a Volta a França, que arranca a 4 de julho.
Mas o calendário deixa espaço para uma ou mais provas de XCO antes da grande ronda francesa – e Nové Město encaixa perfeitamente nessa janela.
Van der Poel também no horizonte
Pidcock pode não ser o único grande nome na prova checa.
Mathieu van der Poel tem reiterado a intenção de preparar o Campeonato do Mundo de BTT, marcado para o final de agosto em Val di Sole.
Algumas provas da Taça do Mundo fazem parte dos planos do neerlandês para chegar em forma ao Mundial.
Se ambos estiverem em Nové Město, a prova checa pode ser um dos momentos mais atrativos de toda a temporada de XCO.
O que está em jogo
Para além do resultado desportivo, uma participação em Nové Město teria um valor simbólico claro.
Seria a confirmação pública de que a recuperação correu bem – e de que Pidcock chega ao Tour com ritmo de competição, não apenas com treino nas pernas.
Num corredor com as suas ambições, esse sinal importa tanto para a equipa como para os adversários.



