Jonathan Narváez, da UAE Team Emirates-XRG, foi o vencedor surpresa da quarta etapa do Giro de Itália, na terça-feira, que terminou ao sprint, mas sem os habituais especialistas da velocidade na discussão.
A subida ao Cozzo Tunno, impulsionada a um ritmo frenético pela equipa Movistar, provocou uma seleção decisiva no pelotão, deixando para trás os principais sprinters. Esta situação abriu uma oportunidade para os ciclistas que resistiram na frente, com Narváez a ser o mais forte na linha da meta. O equatoriano superou Orluis Aular (Movistar) e Giulio Ciccone (Lidl-Trek), que terminaram em segundo e terceiro lugar, respetivamente.

No final da etapa, o vencedor dedicou o triunfo à sua família e equipa, mas também aos colegas que sofreram quedas na segunda etapa. “É muito importante para mim vir aqui ao Giro e ganhar depois de três meses a treinar no Equador. Gostaria de agradecer à minha família, à minha mulher e à minha equipa. Foram um grande apoio”, começou por dizer Narváez.
“Esta vitória é também para os meus colegas que caíram durante a segunda etapa (Vine e Soler), quando estávamos a trabalhar para colocar o Vine em boas condições. Hoje ganhámos, mas também queríamos ter ganho na segunda etapa. Por isso, estamos muito felizes agora”, acrescentou.
Questionado sobre a tática da UAE e os ataques do seu jovem colega Jan Christen na fase final da corrida, Narváez foi direto: “O Jan é um tipo muito bom. Ele estava a tentar conquistar a camisola rosa. Como ainda é jovem, ainda tem de aprender a correr. No final, ele trabalhou para mim em preparação para o sprint”.



