Tadej Pogačar (UAE Emirates XRG) venceu a Volta à Flandres superando Mathieu van der Poel (Alpecin-Premier Tech) num duelo que reeditou o confronto da Milão-San Remo. O esloveno atacou de forma decisiva a 18 quilómetros da meta, na entrada para o Vieux Quaremont, e distanciou-se decisivamemte do rival.
Apesar de uma resistência inicial, na qual limitou a desvantagem a cerca de dez segundos, Van der Poel não conseguiu suster o ritmo intenso imposto por Pogacar. O neerlandês acabaria por ceder, cruzando a linha de chegada com um atraso de 44 segundos para o campeão do mundo. No final, em declarações à Cycling Pro Net, Van der Poel analisou a sua performance e reconheceu a superioridade do adversário.
O ciclista da Alpecin-Premier Tech admitiu ter sido surpreendido pela tática da UAE Emirates XRG, que lançou as hostilidades a cerca de 100 quilómetros do fim, no Molemberg, através de Florian Vermeersch. “Não esperava que a corrida fosse decidida logo na primeira volta. Toda a gente sabe que é um ponto-chave, mas penso que ninguém esperava que fosse o primeiro momento decisivo da corrida”, afirmou.
Van der Poel explicou ainda as dificuldades sentidas durante a prova, nomeadamente na segunda passagem pelo Vieux Quaremont. “Antes dessa segunda passagem, eu estava em boa posição, mas, infelizmente, fui bloqueado por outros ciclistas. Tive de recuperar desde a parte de trás do grupo, o que me custou energia. Foi um esforço intenso para voltar à roda do Tadej”, detalhou.
Apesar do contratempo, o neerlandês sentiu que esteve perto de acompanhar o ataque final. “Ele estava muito forte, mas penso que não estive longe de ficar com ele na terceira passagem pelo Quaremont. Não forcei como um louco, às vezes é melhor guardar um pouco nas pernas”, considerou.
“Tive um problema. Há um fenómeno por aqui. Fiz tudo o que tinha de fazer, mas houve alguém mais forte. Não havia nada que pudesse fazer. Estava a pedalar a 650 watts e mesmo assim não consegui acompanhar o ritmo dele”, analisou Van der Poel, antes de concluir com resignação: “No final, é muito simples, Pogacar foi mais forte”.



