Tadej Pogacar (UAE Emirates) conquistou, pela terceira vez, a terceira Volta a Flandres, superiorizando-se a Mathieu van der Poel (Alpecin-Premier Tech) e a Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe). O esloveno continua a impressionante série vitoriosa, que inclui os últimos quatro Monumentos em que competiu.

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A mais recente conquista junta-se às vitórias na Liège-Bastogne-Liège e na Volta à Lombardia em 2025, e ao triunfo na Milão-Sanremo já este ano.

A estratégia da UAE Emirates XRG foi decisiva, com a equipa a endurecer a corrida a mais de 100 quilómetros da meta, através do trabalho de Florian Vermeersch. O ataque final do campeão do mundo, como já é habitual, aconteceu na última passagem pelo Vieux Quaremont, onde conseguiu distanciar-se em definitivo do seu último rival, Mathieu van der Poel.

“Foi, mais uma vez, uma corrida louca. Foi muito duro desde, nem sei bem, quantos quilómetros. O esforço foi contínuo, era preciso forçar a cada instante”, declarou Pogacar no final da prova.

A ofensiva da equipa dos Emirados começou no Molenberg, onde Florian Vermeersch impôs um ritmo forte para lançar as hostilidades. Após a subida, formou-se um grupo de cerca de quinze ciclistas, que incluía todos os favoritos. “Quando o grupo se formou, fiquei contente por colaborarmos. Isso aliviou-me para o resto da corrida”, confessou o esloveno de 27 anos.

A partir daí, Pogacar foi aumentando o ritmo em cada subida, eliminando adversários um a um. A cerca de 30 quilómetros do fim, apenas Mathieu van der Poel conseguia acompanhar o campeão do mundo. Remco Evenepoel ficou para trás, mas manteve-se a uma curta distância de dez segundos, uma situação que preocupou Pogacar.

“Não queria que o Remco Evenepoel reentrasse na nossa roda. Sei o quão resistente ele é. Consegue sempre superar-se no final das corridas. Se lhe dermos uma segunda oportunidade, podemos arrepender-nos. Por isso, eu e o Mathieu [van der Poel] rolamos juntos para que ele não reentrasse, o que foi bom.”

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Com esta vitória, o esloveno mantém um registo perfeito esta época, vencendo as três corridas em que participou. “Não compito muito, por isso, quando estou na partida, há muita pressão para ganhar. De momento, tudo está a correr muito bem para mim, estou mais do que feliz”, afirmou, já com os olhos postos no próximo desafio: “Estou ansioso pela Paris-Roubaix, vou poder divertir-me nos paralelos.”

Uma vitória na Paris-Roubaix tornaria Tadej Pogacar vencedor dos cinco Monumentos. A possibilidade de os conquistar todos no mesmo ano, um feito inédito, está em aberto, mas o ciclista prefere manter a cautela. “Num ano, não sei, porque a próxima semana anuncia-se verdadeiramente difícil e vou tentar a minha sorte, mas vai ser duro. Prefiro não pensar nisso, encaro as corridas uma a uma e quero, primeiro, desfrutar da Roubaix na próxima semana.”