Wout van Aert conseguiu atingir o melhor nível no momento certo da temporada, após a fratura do tornozelo no ciclocrosse, no início de janeiro, e afirma-se pronto para atacar a Volta a Flandres e a Paris-Roubaix.
A Visma-Lease a Bike estabeleceu como objetivo vencer um dos dois ‘monumento’ esta temporada, mas o diretor desportivo da formação neerlandesa, Grischa Niermann, está empenhado em garantir que o seu corredor não seja pressionado a ser bem-sucedido numa missão em que enfrentará fortíssima oposição.
“São as corridas que queremos ganhar, mas não as estamos a perseguir cegamente. Não está tudo acabado se Van Aert não ganhar a Volta a Flandres ou Roubaix. A carreira do Wout está longe de terminar, por isso há muitas hipóteses”, afirmou Niermann.
“No final do dia, estou no carro da equipa, tomo as decisões e a responsabilidade é minha. Também tomei decisões erradas e é bom assumirmos a responsabilidade partilhada”, acrescentou o mesmo responsável,
“Não é só dentro da equipa, acho que é amado em todo o mundo, e especialmente na Bélgica, claro. Porque é um grande rapaz e um grande líder para a nossa equipa. E acho que as pessoas o adoram por todas as vitórias que conquistou, mas também pelas derrotas e pelos momentos difíceis que passou. E sim, é apenas um ser humano normal…”
Nos últimos anos, Van Aert lesionou-se ou adoeceu várias vezes em momentos inoportunos, no entanto a ambição mantém-se a mesma. “Sabemos que não é fácil competir contra Pogacar e Van der Poel, mas a vontade de vencer está definitivamente presente”.
“Já é um grande campeão e será recordado, por isso não importa se, no final da sua carreira, tiver um Monumento no seu currículo, ou cinco, ou dez”, concluiu.



