Florian Vermeersch garante que Tadej Pogacar está “pronto e muito motivado” para a Milão-Sanremo, com a equipa a planear endurecer a corrida na subida da Cipressa.
O belga faz parte da equipa UAE Emirates – XRG para o primeiro Monumento da temporada, no sábado, e desvendou a estratégia para tentar levar, por fim, o campeão mundial à primeira vitória na ‘Primavera’. Isaac del Toro, Jan Christen e Brandon McNulty foram designados para impor um ritmo forte na Cipressa – adianta Vermeersch -, onde se espera o ataque do esloveno, o que, afinal, não surpreenderá, reptindo-se o que fez na edição de 2025.
Vermeersch terá um papel crucial no posicionamento da equipa antes dessa subida decisiva. A abordagem à Cipressa é técnica, extremamente rápida e com um ponto de estrangulamento na base, o que torna a colocação dos líderes fundamental. Prevê-se que o ritmo seja diabólico desde o início da subida.
Em declarações ao Het Laatste Nieuws, o belga detalhou: “Só corri em Sanremo uma vez e, na sexta-feira, fui a Itália sozinho para memorizar novamente a abordagem aos Capi”, afirmou. “Não estou a contar nenhum grande segredo ao dizer que o meu papel envolve guiar o Tadej e os trepadores para uma boa posição nos primeiros Capi e até ao pé da Cipressa. Depois disso, cabe ao nosso comboio de trepadores voar”.
Apesar das ausências por lesão de Tim Wellens e Jhonatan Narváez, que foram importantes para Pogacar na Cipressa em 2025, Vermeersch acredita na força da equipa. “Em termos de potência, não creio que fiquemos aquém da seleção do ano passado. Não precisamos de estar na linha de partida com menos confiança”.
A estratégia passa por um ataque na Cipressa, já que a subida do Poggio não possui a inclinação necessária para distanciar adversários como Mathieu van der Poel. A penúltima subida do dia é vista como a ideal para o esloveno ganhar uma vantagem que possa manter até à meta.
Para que o plano resulte, será essencial subir a Cipressa o mais rápido possível, idealmente batendo o recorde do ano anterior. Vermeersch mostra-se otimista: “É muito possível. Faremos tudo para colocar o Tadej numa boa posição, e depois as pernas dele e a nossa tática falarão. Tudo o que posso dizer é que treinei com o Tadej algumas vezes esta semana e ele está mesmo muito motivado”.
O belga espera ainda que as condições meteorológicas ajudem, nomeadamente um vento favorável. “Se se quer endurecer a corrida, um vento de cauda é perfeito, porque os ciclistas na roda têm menos vantagem. Talvez o vento vire na direção certa”, concluiu.
Crédito da imagem: UAE Emirates/X



