O chamado Opening Weekend marca, todos os anos, o verdadeiro início da época das clássicas em pavé. A Omloop Het Nieuwsblad, a acontecer este sábado próximo, abre oficialmente um ciclo intenso de corridas belgas que se prolonga durante cerca de mês e meio, praticamente sem pausas.
É o arranque simbólico do caminho até ao Tour de Flandres e à Paris-Roubaix, e também o momento em que começam a revelar-se as hierarquias no empedrado.
Este ano, o principal foco está no possível regresso de Wout van Aert depois do tornozelo partido numa das mais recentes provas da Taça do Mundo de ciclocrosse. O belga da Visma | Lease a Bike pode voltar à competição precisamente numa das provas mais exigentes do calendário inicial.
Não é habitual iniciar a temporada num teste desta dureza, mas Van Aert já demonstrou em várias ocasiões que não precisa de muito tempo para entrar na discussão das vitórias.
Como é habitual nesta fase da época, há sempre alguma incerteza sobre o verdadeiro estado de forma dos candidatos às grandes clássicas. Ainda assim, alguns nomes chegam com sinais positivos.
Tim Wellens tem sido um dos corredores mais consistentes neste arranque de temporada, mostrando capacidade ofensiva e resistência em provas exigentes. O belga parece chegar à Omloop com ritmo competitivo e poderá ser uma das figuras na fase decisiva.
Tom Pidcock é outro nome a ter em conta. Embora a Strade Bianche seja, à partida, um dos seus grandes objetivos nesta fase do ano, o britânico já mostrou que consegue ser competitivo também no pavé.
A sua versatilidade e capacidade de atacar em zonas técnicas podem tornar-se decisivas se a corrida endurecer.
Não se pode excluir, no entanto, a hipótese de um final mais controlado. No ano passado, a Omloop terminou com um grupo relativamente numeroso a discutir a vitória.
Caso isso volte a acontecer, equipas com sprinters resistentes ao pavé, como a Intermarché-Wanty (com Biniam Girmay) ou a Alpecin-Deceuninck (com Jasper Philipsen), poderão tentar controlar os ataques finais e jogar as suas cartas ao sprint.
Um percurso clássico, com os muros no final
A Omloop Het Nieuwsblad mantém o traçado das últimas edições. São 207 km entre Gante e Ninove, num percurso que replica parte dos setores e muros mais emblemáticos do Tour de Flandres.
A corrida concentra as maiores dificuldades no terço final. A cerca de 45 km da meta, o Molenberg costuma marcar o início da seleção mais séria. Seguem-se, praticamente sem recuperação, o Leberg, Berendries, Tenbosse e Parikeberg, antes do momento mais icónico da prova: a subida ao Muur-Kapelmuur.
O Muur, com os seus paralelos irregulares e inclinações superiores a 15%, continua a ser um dos pontos mais decisivos da corrida. No topo, a ligação ao Bosberg oferece a última oportunidade real para ataques antes da descida e aproximação a Ninove. Quem sair destacado destes dois muros finais costuma discutir a vitória.
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| Website Omloop Nieuwsblad |


