O alto do Malhão voltará a coroar o vencedor da Volta ao Algarve, no próximo domingo, dia 18 de fevereiro.
Esta é a alteração da competição por etapas portuguesa do circuito UCI ProSeries, aue se inicia esta quarta-feira, e mantém a estrutura de cinco etapas, num total de 752,9 quilómetros e 14.455 metros de elevação acumulada.
As tiradas que terminam no Alto da Foia (2.ª), no Alto do Malhão (5.ª e última) e ainda o contrarrelógio de 22,2 km em Albufeira (4.ª) serão os pontos-chave para a decisão do vencedor da 50.ª edição da Algarvia. Haverá igualmente duas etapas para sprinter nas chegadas a Lagos (1.ª) e a Tavira (3.ª).
Com bonificações distribuídas na meta volante e na chegada de cada etapa em linha, a animação está prometida desde a primeira jornada, logo a mais longa desta edição, com 200,8 quilómetros percorridos entre Portimão e Lagos, onde é esperada uma chegada ao sprint.
A luta pela classificação geral tem o seu primeiro momento decisivo nos 171,9 quilómetros da segunda etapa, que começam em Lagoa e terminam no alto da Foia (Monchique), com a chegada ao ponto mais alto do Algarve a ser antecedida por três outras contagens de montanha, duas delas encadeadas, de modo a endurecer e a selecionar a corrida antes da subida final: a do Alferce (3.ª categoria) e da Pomba (2.ª categoria), esta apenas a 6.300 metros do início da escalada para a meta.
A terceira tirada proporcionará nova oportunidade aos sprinters, no final dos 192,2 quilómetros que ligam Vila Real de Santo António a Tavira.
Ao quarto dia chega a grande novidade, um contrarrelógio individual de 22,2 quilómetros, em sobe e desce, entre a Marina e a Câmara Municipal de Albufeira.
As contas da geral irão fechar-se apenas na quinta e última etapa, com os 165,8 quilómetros de ‘rompe pernas’ entre Faro e o alto do Malhão, onde a chegada coincide com um prémio de montanha de segunda categoria.
As dificuldades da tirada de 18 de fevereiro não ficarão, no entanto, por aí: a 24 quilómetros da meta, o pelotão fará a primeira subida ao Malhão, já depois de ter ultrapassado os prémios de montanha de Vermelhos (ao quilómetro 99) e de Alte (ao 128,3).
Será, portanto, a mais mítica das subidas algarvias a decidir o sucessor do colombiano Daniel Martínez, que em 2023 arrebatou, para a INEOS, a vitória na geral no contrarrelógio da última etapa, e que este ano pode regressar à corrida com as cores da BORA-hansgrohe, uma das 10 equipas WorldTour em competição.
AS ETAPAS
1.ª ETAPA

2.ª ETAPA

3.ª ETAPA

4.ª ETAPA

5.ª ETAPA

Créditos das imagens: Gráficos https://voltaaoalgarve.com/pt/inicio/; foto principal: Facebook Volta ao Algarve- https://www.facebook.com/photo/?fbid=568053935353149&set=a.568067165351826&locale=pt_PT



