Portugal vai estar presente em Wollongong com ambição de lutar pelos lugares cimeiros dos Mundiais, com os olhos postos em João Almeida e António Morgado. Tal como está a acontecer com muitos outros países, as restrições financeiras perante a logística de viajar para tão longe, obrigaram a fazer escolhas. Só haverá representação nacional nas provas de elite e juniores masculinas.
João Almeida terá a seu lado Nelson Oliveira (Movistar) e os gémeos Ivo e Rui Oliveira, que são seus companheiros de equipa na UAE Team Emires. Recorde-se que o trio português da formação dos Emirados trabalhou muito bem nos Nacionais, que valeram o título a João Almeida.

E Ivo Oliveira esteve recentemente ao lado do compatriota numa Vuelta em que Almeida terminou na quinta posição.
Nos juniores, Morgado contará com a ajuda de Daniel Lima e Gonçalo Tavares (colegas da equipa da Bairrada), José Bicho (Almodôvar Formação/Team SCAV) e Tiago Nunes (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel).

As provas de contrarrelógio serão disputadas por João Almeida e Nelson Oliveira em elite e António Morgado e Gonçalo Tavares no escalão mais jovem.
“Temos a ambição de discutir os primeiros lugares nas provas de fundo de juniores e de elite. Nos contrarrelógios será mais complicado, porque, sendo quase totalmente planos, adequam-se menos aos nossos corredores”, salientou José Poeira.

O selecionador nacional partirá para a Austrália confiante. Considera que a equipa de juniores “deu mostras, ao longo de toda a época, de ser capaz de controlar corridas com os melhores do mundo e de discutir os lugares de pódio”.
Quanto ao quarteto de elite “é formada por corredores que dispensam apresentações e cuja qualidade ao nível WorldTour é inquestionável”.
A Federação Portuguesa de Ciclismo explica em comunicado, sobre a decisão de participar apenas em juniores e elite, “que [Portugal] não conseguiu apurar-se em sub-23, optou por participar nas duas categorias em que é realista aspirar à discussão das primeiras posições, elite e juniores masculinos”.

O percurso
Wollongong será o palco dos Mundiais, com os juniores a competirem integralmente no circuito urbano, de 135,6 quilómetros (oito voltas). A principal dificuldade será a subida ao monte Pleasant (1100 metros com inclinação média de 7,7 % e vários troços acima dos 10% de pendente).
Ao todo serão 2016 metros de acumulado, sendo que a corrida de elite terá 3945, nos seus 266,9 quilómetros.

Esta corrida terá 12 voltas ao circuito. Porém, antes desta fase, os ciclistas farão 61,9 quilómetros de prova fora do circuito. Estes incluem a escalada do monte Keira, 8,7 quilómetros com 5% de pendente média, com várias zonas acima dos 10% e um máximo de 15%.
“A subida do circuito urbano, ao longo das voltas vai fazendo mossa. É certo que a inclinação média é de 7,7%, mas tem partes a 15% e as diferenças fazem-se nos pequenos troços mais duros”, frisou José Poeira.

“Na última volta, esta dificuldade será ultrapassada a seis quilómetros da meta, o que poderá levar um grupo muito pequeno para a discussão. A prova de elite conta ainda com outra subida, mais longa, antes da entrada no circuito. Se for passada com um ritmo forte e constante, pode eliminar logo ali alguns corredores”, acrescentou.
Calendário da selecão nacional
Com os Mundiais a realizarem-se na Austrália, isso significa noitadas para ver as corridas na Europa!
18 de setembro
4h40: Contrarrelógio Individual Elite, 34,2 km – 312 metros de desnível acumulado
20 de setembro
4h20: Contrarrelógio Individual Juniores, 28,8 km – 264 metros de desnível acumulado
22 de setembro
23h15: Prova de Fundo Juniores, 135,6 km – 2016 metros de desnível
25 de setembro
1h15: Prova de Fundo Elite Masculina, 266,9 km – 3945 metros de desnível acumulado
Fotografias: Federação Portuguesa de Ciclismo
Fotografia Nelson Oliveira: @photogomezsport
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