Abril é um dos meses mais intensos do ciclismo internacional. Entre clássicas de um dia e corridas por etapas, há praticamente sempre algo relevante para ver, numa altura em que os grandes nomes do pelotão já estão em competição e a forma começa a aparecer.
É também um mês marcado por três dos cinco Monumentos da época — Volta à Flandres, Paris-Roubaix e Liège-Bastogne-Liège — além de provas importantes como a Volta ao País Basco ou o Tour de Romandie, que já servem de preparação para o Giro.
Se gostas de ciclismo, abril é daqueles meses em que vale mesmo a pena estar atento quase todos os dias. Vê tudo mais abaixo!
1 abril | Dwars door Vlaanderen | Bélgica
A Dwars door Vlaanderen é um bónus neste artigo porque… já aconteceu, claro! Abriu a chamada semana das clássicas flamengas e funcionou mais uma vez como um teste geral antes da Flandres.
É uma corrida nervosa, com setores de empedrado, subidas curtas e muita luta por posição. E não faltou emoção: Pippo Ganna venceu de forma incrível, pois partiu uma roda, voltou a entrar no pelotão, partiu o guiador, voltou a entrar no pelotão e ainda foi a tempo de forçar o grupo maior a perseguir Wout van Aert, que ia em fuga.
A vitória sorriu-se, ultrapassando o belga a meia dúzia de metros da linha de chegada… Vê tudo no link abaixo.
5 abril | Volta à Flandres | Bélgica
A Ronde van Vlaanderen é um dos momentos altos da primavera e uma das corridas mais completas do calendário. Na nossa antevisão de ontem chamámos-lhe “a corrida do século”, porque vai colocar frente a frente Pogacar, van der Poel, Remco e van Aert…
Mais de 250 quilómetros, dezenas de subidas e vários setores de pavé fazem desta prova um verdadeiro teste de resistência e potência. Não é só uma questão de forma física, é também posicionamento, timing e capacidade de decidir no momento certo.
Os “muros” finais continuam a ser o ponto-chave da corrida, onde normalmente tudo se decide…
Volta a Flandres 2025: Pogacar deu mais um festival de ciclismo
6-11 abril | Volta ao País Basco | Espanha
A Volta ao País Basco é uma das corridas por etapas mais duras desta fase da época.
As etapas são relativamente curtas, mas quase sempre intensas, com subidas constantes e finais técnicos. Não há dias fáceis e isso faz com que a classificação geral se vá construindo pouco a pouco.
É também uma prova interessante para ver corredores que vão apontar às grandes voltas, num terreno que exige consistência e capacidade de recuperação.
O vencedor da edição do ano passado foi… João Almeida!
12 abril | Paris-Roubaix | França
A Paris-Roubaix continua a ser única. Nenhuma outra corrida combina dureza, caos e imprevisibilidade desta forma.
Os setores de empedrado são o grande elemento diferenciador, transformando cada edição numa espécie de teste de sobrevivência. Aqui, não basta ter boas pernas, é preciso evitar problemas, estar bem posicionado e, muitas vezes, ter alguma sorte.
A entrada no velódromo de Roubaix continua a ser um dos momentos mais icónicos da temporada. Mathieu van der Poel é o eterno candidato à vitória, mas Pogacar já declarou que vencer no “Inferno do Norte! é um sério objetivo este ano… Vai ser de loucos!
Paris-Roubaix ’25: Mathieu van der Poel vence pela 3ª vez consecutiva
19 abril | Amstel Gold Race | Países Baixos
A Amstel Gold Race marca a transição das clássicas do pavé para as Ardenas.
O terreno muda completamente: deixam de existir setores planos e duros e passam a dominar as subidas curtas, sucessivas e desgastantes. É uma corrida em que o ritmo raramente abranda e em que a colocação no terreno faz muita diferença.
O final costuma ser decidido em grupos pequenos ou com ataques nos últimos quilómetros. Na edição do ano passado o vencedor foi um surpreendente Mattias Skjelmose, vê no link abaixo como tudo aconteceu…
Amstel Gold Race: Skjelmose fez o impossível e bateu Evenepoel e… Pogacar!
22 abril | La Flèche Wallonne | Bélgica
A Flèche Wallonne tem um guião quase sempre igual, mas nem por isso deixa de ser interessante.
Tudo acaba no Mur de Huy, uma subida curta mas extremamente inclinada, onde a corrida explode nos últimos metros. Chegar bem colocado à base da subida é fundamental, mas é ali que se vê quem ainda tem explosão nas pernas.
É uma corrida mais direta, mas muito exigente no momento decisivo. Normalmente, ali quem leva a melhor é Pogacar. Como será este ano?
26 abril | Liège-Bastogne-Liège | Bélgica
A Liège-Bastogne-Liège fecha o ciclo das grandes clássicas de primavera.
É uma corrida longa e exigente, com várias subidas ao longo do percurso, que vai selecionando o pelotão de forma progressiva. Aqui, a resistência e a capacidade de atacar no momento certo são fundamentais.
Por isso mesmo, é uma prova onde muitas vezes se cruzam especialistas de clássicas com candidatos a grandes voltas. Será de novo para o “alien” Pogacar?
28 abril-3 maio | Tour de Romandie | Suíça
O Tour de Romandie, ou Volta à Romandia, surge já na transição para maio e funciona como um último grande teste antes do Giro.
Há um ano, o grande vencedor foi o “nosso” João Almeida, e com um desempenho fantástico no contrarrelógio do último dia. Vê abaixo como tudo aconteceu.
É uma corrida por etapas bastante completa, com contrarrelógio, dias de montanha e etapas mais abertas. Permite perceber quem está em forma e quem ainda está a afinar detalhes.
Para quem acompanha ciclismo com atenção, esta é uma boa forma de começar a olhar para o que pode acontecer nas grandes voltas.



