Wout van Aert alcançou finalmente a tão desejada vitória na Paris-Roubaix. O corredor belga da Visma | Lease-a-Bike superou Tadej Pogacar (UAE Emirates-XRG) num emocionante sprint final no velódromo de Roubaix, conquistando assim o primeiro triunfo no Inferno do Norte.

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Este sucesso representa o segundo Monumento da carreira de Van Aert, depois da sua vitória na Milão-Sanremo em 2020. A corrida, conhecida por se adequar perfeitamente às suas qualidades físicas, nunca lhe tinha sorrido. Após a prova, partilhou as emoções.

“Significa muito para mim. É um objetivo desde 2018. Era o meu sonho ganhar aqui”, confessou Van Aert, que descreveu a corrida como um “dia muito duro”, mas destacou a importância da experiência adquirida com os azares do passado. “Finalmente, consegui”, celebrou.

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A vitória sobre Pogacar teve um sabor especial. “Bater o Pogacar, o campeão do mundo, num sprint mano a mano é muito especial, não podia sonhar com melhor. O Tadej fez muitos ataques, tentou deixar-me para trás várias vezes, mas aguentei”, explicou.

O belga dedicou ainda a vitória ao seu antigo colega de equipa, Michael Goolaerts, que faleceu há alguns anos na mesma prova: “Esta vitória é para o Michael, em homenagem à sua família, ao staff, a todos os meus amigos e colegas de equipa, à minha equipa atual e às minhas antigas equipas”.

Refletindo sobre a dureza da competição, Van Aert admitiu ter estado “por vezes no limite” devido aos inúmeros ataques. No entanto, a sensação de cruzar a meta ao lado do campeão do mundo e vencê-lo num confronto direto foi inigualável.

“Honestamente, não havia nada mais belo do que chegar à linha da meta com o campeão do mundo ao meu lado e batê-lo num sprint e num mano a mano como este. Foi realmente especial para mim”, afirmou, concluindo que, apesar das dificuldades, foi «o melhor resultado que podia esperar”.