Depois do merecido dia de descanso, o pelotão volta esta quarta-feira à estrada para a segunda e decisiva metade da 86.ª Volta a Portugal. E vem aí mais montanha, mais calor, mais drama. Guarda, Torre, Montejunto… e até Santarém com um final capaz de fazer arder as pernas. O contrarrelógio plano em Lisboa, no domingo, será a última cartada.
Depois de seis dias de corrida (prólogo + 5 etapas), já houve momentos de alta tensão: Senhora da Graça, Fafe… e algumas surpresas pelo caminho, como a etapa de Braga, que prometia mais dureza mas acabou menos seletiva. A receita tem sido simples: subidas duras, calor a castigar e uma competitividade que não dá folga.
O que aí vem:
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Guarda (6.ª etapa) — Chegada em alto para aquecer motores.
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Torre (7.ª etapa) — A rainha da Volta, ponto mais alto de Portugal Continental, onde tudo pode mudar.
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Santarém (8.ª etapa) — Final curto, explosivo e inclinado.
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Montejunto (9.ª etapa) — Montanha e vento, depois de atravessar a costa de Nazaré até Santa Cruz.
No topo da geral, o russo Artem Nych (Anicolor) veste de amarelo, mas com vantagem mínima: só 8 segundos sobre o australiano Byron Munton (Feirense) e 12 sobre o colombiano Jesús Peña (Tavira). E atenção: Peña é trepador puro, pesa 56 kg, e já disse ao que vem — atacar na montanha para ganhar tempo antes do contrarrelógio final, onde Nych é mais forte.
Quem pode baralhar o jogo?
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Byron Munton — Herói improvável na Senhora da Graça. A dúvida: consegue manter o nível nas próximas subidas?
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Alexis Guerin — Trepador francês que pode ser a carta secreta da Anicolor.
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Tiago Antunes, Edgar Cardenas e… Lucas Lopes — O miúdo de 22 anos da Rádio Popular-Boavista está a ser a revelação da Volta, já é 5.º na geral e líder da juventude.
Tudo começa já hoje, rumo à Guarda, e a sensação é clara: ainda há muito para decidir… e o pior (ou melhor, para os fãs) está para vir.
Crédito da imagem: Volta a Portugal Facebook – https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1148250824004661&set=pb.100064592623196.-2207520000&type=3&locale=pt_PT



