Há dias da Volta a Itália em que a tática poder ser mais importante do que as pernas. A 12.ª etapa é um deles.
De Imperia a Novi Ligure, 175 km, a corrida chega a um ponto em que as equipas de sprint estão todas, por razões diferentes, pouco motivadas para trabalhar.
E, quando ninguém quer ser o primeiro a puxar, a fuga pode viver, sobreviver e vencer. Como ontem.
O traçado tem planície suficiente para adormecer o pelotão, e dificuldade suficiente para partir quem não estiver atento.
A subida principal, a cerca de 67 km da meta, termina com 1,6 km acima dos 8%. Depois do cume, em vez de descida para recuperar, vêm 11 km de terreno ondulado, exatamente o tipo de sequência que destrói as pernas de quem já ia em esforço.
A chegada a Novi Ligure tem ainda mais subidas e descidas entre os 15 e os 7 km finais antes da reta longa de chegada.
Numa etapa assim, Ben Turner e Michael Valgren são os nomes com mais argumentos. Um pelo perfil de escalada e sprint reduzido, o outro pela experiência e resistência em fugas longas.
Mas o vencedor pode ser simplesmente quem souber ler melhor o momento.
Etapa 12
Data: 21 maio
Partida: Imperia
Chegada: Novi Ligure
Distância: 175 km
Acumulado: 2.165 m
A 12.ª etapa, entre Imperia e Novi Ligure, aproxima-se de um dia para homens rápidos, embora algumas subidas na segunda metade possam baralhar o controlo.




