Tadej Pogacar manteve a camisola amarela no final da 9.ª etapa do Tour de France, em Corrèze, após um dia desgastante marcado por problemas de comunicação e pelo forte ritmo imposto no pelotão.
O ciclista esloveno cruzou a meta integrado no pelotão, segurando a liderança da geral antes do primeiro dia de descanso da prova. A etapa foi pautada por uma fuga persistente liderada por Mathieu van der Poel e pela aceleração da Netcompany INEOS na fase final, o que, juntamente com o calor e falhas no rádio, tornou o dia particularmente exigente para o camisola amarela.
Em declarações no final da etapa, Pogacar explicou as dificuldades sentidas. “Os planos para hoje? Nenhuns, apenas chegar à meta. Quando o rádio não funciona, é preciso falar muito uns com os outros na estrada”, afirmou, revelando que a equipa não tinha intenções de lutar pela vitória na etapa.
“Não tínhamos ambições de os apanhar e tentar ganhar. Como o Tim [Wellens] disse, tínhamos de os manter a um minuto. Depois, a Ineos apareceu e começou a puxar com a ambição de disputar a etapa com o Pippo [Ganna]. No final, a fuga conseguiu chegar. Foi um dia muito difícil”, detalhou o líder da geral.
Já a pensar no futuro próximo, Pogacar espera um dia de descanso tranquilo. “Espero que amanhã [segunda-feira] seja um dia calmo, que façamos uma saída tranquila e que descansemos bem”, disse. Questionado sobre a sua estratégia para as próximas etapas, o esloveno deixou um aviso à concorrência, sugerindo que não se limitará a uma postura defensiva.
“Jogar à defesa nos próximos dias? Será esse o meu estilo? Claro que o objetivo principal é manter a amarela, mas, às vezes, a melhor defesa é o ataque. Nunca se sabe, veremos o que acontece nos próximos dias. É certo que o dia a seguir ao descanso será novamente muito difícil para a nossa equipa. Veremos”.

