Jonas Vingegaard abandonou a Volta a França após uma queda aparatosa na 15.ª etapa, com fratura da clavícula direita, num dos momentos mais duros da presente edição. O ciclista dinamarquês caiu junto à passagem por uma ilha de trânsito, numa curva, no interior de uma localidade, a 20 quilómetros da meta, pondo fim a um plano que a Visma | Lease a Bike tinha traçado para atacar a vitória na etapa.

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Após a corrida, o diretor desportivo da equipa, Marc Reef, falou aos jornalistas, lamentando o sucedido e detalhando o estado do seu ciclista. Reef confirmou que a equipa percebeu rapidamente que o bicampeão do Tour não poderia continuar.

“Passámos por uma curva e quando chegámos com o carro, ele estava no chão. É uma verdadeira pena que isto tenha acontecido e que o Jonas tenha tido de abandonar”, explicou o diretor desportivo.

Vingegaard, que embateu num passeio e ficou sentado, agarrado ao ombro direito, e desde logo pareceu que a lesão era grave. Passado poucos minutos, o dinamarquês foi transportado para o hospital, onde foi confirmada a fratura da clavícula direita, a implicar intervenção cirúrgica.

O diretor desportivo descreveu ainda os momentos que se seguiram à queda, revelando a impotência sentida. “Claro que lhe dizes que lamentas muito a situação. Ele estava com muitas dores naquele momento e tornou-se bastante claro, muito rapidamente, que não podia continuar. Disse-me que estava magoado, mas num momento como aquele, não há muito mais a dizer. Colocaram-no na ambulância e ele partiu”.

A frustração para a equipa neerlandesa foi ainda maior porque, segundo Reef, a estratégia para tentar bater Tadej Pogacar na subida final estava a ser executada na perfeição. O objetivo era claro: vencer a etapa.

“Hoje tínhamos um grande objetivo, tentar ganhar a etapa. Estava tudo a correr de acordo com o plano até à queda. Tínhamos dois ciclistas na frente, a situação completamente sob controlo, e o Jonas estava a sentir-se muito, muito bem”, afirmou.

Reef sublinhou que as sensações do dinamarquês eram extremamente positivas e que a confiança nas suas hipóteses era total antes do incidente. “Os ciclistas que tinham de trabalhar na subida também estavam muito bem. A diferença estava controlada e estávamos prontos para lançar o nosso ataque na subida final”.