João Almeida continua a mostrar consistência na Volta a Espanha e já é terceiro da geral, após a sétima etapa com final em Cerler. O português voltou a mexer na corrida, atacando nos últimos quilómetros da subida decisiva, e provou estar em excelente forma numa jornada em que a UAE Emirates voltou a sorrir com mais uma vitória, desta vez por Juan Ayuso.

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O corredor de A-dos-Francos terminou em 19.º, mas manteve intacta a diferença para os rivais diretos: 2.41 minutos para o surpreendente líder Torstein Traen (Bahrain) e oito segundos para Jonas Vingegaard, segundo classificado.

Almeida não escondeu a satisfação pelo desempenho do colega de equipa, que 24 horas antes parecia afastado da luta: “Não estou surpreendido, realmente. Ele [Ayuso] é um ótimo corredor, superforte. Merece isto. Tem tido uma temporada difícil, por isso creio que merece esta vitória, e dou-lhe os parabéns. E também para a equipa, que foi incrível”.

O ataque do português, a 3,5 quilómetros da meta, só foi acompanhado por Vingegaard e Giulio Ciccone, mas acabou por não ter continuidade: “Estava à espera de que a subida fosse mais dura na parte final, mas pedi ao Marc [Soler] para puxar um pouco, para tentar. Pensei que seria difícil fazer diferenças, para ser honesto, mas aconteceu. No entanto, eles [Vingegaard e Ciccone] não quiseram colaborar comigo. Foi mais um dia difícil que ficou feito”.

Entre a frustração e o humor, Almeida ainda deixou um reparo divertido ao comportamento do bicampeão do Tour: “Ele [Vingegaard] não tinha de o fazer, mas também não puxa muitas vezes.

No balanço da etapa, o português foi claro: sente-se bem e acredita no que vem a seguir. “Sim, estou a sentir-me bem todos os dias, por isso creio que é um bom sinal. Estou ansioso pelo próximo desafio”.

Crédito da imagem: UAE Emirates

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