Wout van Aert já virou atenções para a Volta a Espanha com objetivo de conquistar da camisola vermelha logo no arranque da prova, que começa este sábado no Mónaco.
A ambição surge depois de ter falhado por pouco o título belga de gravel, terminando em segundo lugar, atrás do amigo de longa data Daan Soete, em Grobbendonk. Van Aert sofreu cãibras nos quilómetros finais de uma desgastante prova de 163 km.
Apesar da derrota, o ciclista de 31 anos considerou a corrida uma excelente preparação para a Vuelta. Recorde-se que uma lesão afastou-o do Tour de França, e no regresso à competição, há duas semanas, venceu a Volta à Dinamarca e três etapas.
Van Aert expressou ainda a satisfação pela vitória de Soete. “Acho que correu bem. Não há ninguém que eu preferisse ver ganhar do que o Daan”, afirmou ao Het Laatste Nieuws, referindo-se a um atleta que muitas vezes ficou perto da vitória no ciclocrosse, em que competiram juntos inúmeras vezes.
Agora, o foco está totalmente na Vuelta, que arranca com um contrarrelógio de 9,4 km no Mónaco. Van Aert não esconde que quer vestir a camisola de líder pela segunda vez na sua carreira. “Conquistar a camisola vermelha de líder durante o fim de semana de abertura está nos meus pensamentos”, admitiu. “Aquelas curvas certamente não jogam contra mim e, num esforço tão curto, muitas vezes tudo se resume a pura potência”.
O ciclista belga revelou que, embora os dias de foco intenso no contrarrelógio tenham ficado para trás, tem trabalhado na disciplina nas últimas semanas. “Trabalhei nisso o máximo possível nas últimas semanas”, disse. “Quero terminar o mais acima possível e talvez, depois, tentar a camisola vermelha na segunda etapa”. A vitória mais recente nesta especialidade foi em 2023, quando se sagrou campeão nacional em Herzele.
Esta participação na Vuelta representa também uma oportunidade para Van Aert superar a desilusão da edição de 2024. Nessa altura, foi forçado a abandonar na 16.ª etapa após uma queda numa descida complicada, quando liderava a fuga. Na altura do abandono, era também líder das classificações por pontos e da montanha, depois de já ter vencido três etapas.
Maarten Wynants, treinador da Visma, acredita que essa memória serve de motivação. “Aquela Vuelta certamente ficou atravessada. O Wout gosta de riscar objetivos da lista e de alcançar números, como a camisola da montanha. Podem ter a certeza de que ele foi motivado para fazer algo especial novamente”, comentou.
Segundo Wynants, a ausência no Tour só aumentou a determinação do ciclista. “Falhar aquele Tour certamente não reduziu a sua motivação. O Wout está faminto por sucesso”, concluiu.

