Tim Wellens ainda não regressou à competição após a terrível e absurda queda de que foi vítima na Volta à Flandres, a 2 de abril. O belga da UAE Emirates foi o primeiro a cair quando o polaco Filip Maciejuk (Bahrain Victorious) teve uma manobra perigosa e inusitada, saltando da berma para a estrada e abalroando vários corredores no pelotão.
Vítima de uma fratura quádrupla na clavícula, Wellens tem tido semanas difíceis. “Os primeiros dias após a queda não foram muito agradáveis. Foram extremamente dolorosos. Esta foi a minha primeira fratura e… estava tudo a correr tão tranquilamente. Subestimei um pouco esse aspeto”, explica o classicómano à Het Laatste Nieuws.
The moment Bahrain Victorious rider Filip Maciejuk caused the crash in the peloton, attempting to ride back onto the road 💥#RVV23 pic.twitter.com/ixym03232A
— Eurosport (@eurosport) April 2, 2023
Wellens só retomou os treinos no rolo duas semanas após a queda. “Alguns atletas fraturam a clavícula e voltam à bicicleta cerca de três dias depois, mas eu não pude fazer isso. Não conseguia”, explicou.
Apesar desses tempos difíceis, Wellens não quer insistir na responsabilidade de Filip Maciejuk. “Nas redes sociais, ele foi tratado duramente após o incidente, o seu nome foi ‘atirado para a lama’. Claro, ele não deveria ter feito aquilo. Mas não houve intenção maliciosa. No dia seguinte, ele enviou-me uma mensagem muito simpática. Isso é o suficiente para mim”, contou o belga de 31 anos.

Todavia, o pior já parece ter passado e Tim Wellens já está concentrado no seu próximo objetivo: a Volta à França, onde terá a missão de apoiar Tadej Pogacar. “De meados de maio a início de junho, farei um estágio de altitude na Sierra Nevada com a equipa. Depois, correrei a Volta à Suíça. O objetivo é fazer parte da equipa para o Tour”, afirmou.
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Imagens: UAE Emirates e Tim Wellens Twitter




