Andar depressa montanha abaixo com esta nova Trek Rail+ não é difícil. Descer com boas sensações de segurança e confiança, curvar bem. Temos a certeza que estamos a ir depressa e bem…
Mas isto acontece até chegar quem percebe do “assunto” e assume os comandos desta elétrica de montanha que a Trek aponta ao enduro. Foi o que nos aconteceu: estávamos a fazer o que sabemos e depois chegou o nosso amigo Cristiano Fernandes, que é o “pró” que está nas fotos e nos vídeos deste teste.
Nesse momento começou a verdadeira review à Trek Rail+ e ficámos maravilhados só de assistir à sessão fotográfica e de vídeo. Volvidas algumas semanas, eis que o rider nos trouxe o feedback à bicicleta, que fundamenta tudo o que vais ler a seguir. E o que vês e ouves na vídeoreview acima. Fantástico!
| A nossa avaliação… |
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A Trek Rail+ 9.7 Gen 5 pode ser uma escolha acertada para quem procura uma e-bike de montanha versátil, e não só para e-enduro, também para o “habitual” trail que se pratica com uma e-BTT.
No capítulo da assistência elétrica, certamente que não é preciso mais, há autonomia e potência mais do que suficiente tendo em conta a finalidade da bicicleta e os objetivos dos riders a quem ela é dirigida.
Subimos muito bem com a ajuda elétrica, descemos bem, saltamos melhor ainda, e nos trilhos mais técnicos há conforto e agilidade, dependendo da zonza.
Não é perfeita, ainda para mais nesta versão 9.7, que está a meio da gama da Rail+ e que “convida” a que troquemos as rodas por umas mais “atrativas” e sintamos que a transmissão e os travões poderiam “aspirar” a mais.
Em suma, ainda assim, é uma bela bicicleta. Que o diga o Cristiano, que a levou ao limite…
| O que mais nos agrada… |
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- O sistema elétrico com motor Bosch de 85 Nm e bateria de 800 Wh, sendo esta amovível para que possa ser carregada longe da bicicleta. Com o apoio da app Bosch E-Flow, o “ramalhete” fica completo.
- Toda a geometria do quadro facilita a qualquer rider de e-enduro chegar, ver, montar e andar depressa, sentindo algum conforto.
- As suspensões: robustez, boa absorção em todos os ambientes e desafios, e curso com fartura, passamos a expressão.
| O que menos nos agrada… |
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- Sendo o quadro feito do melhor carbono que a Trek tem, talvez tivesse sido possível ter um peso total um pouco mais baixo, não?
- Há elementos e material que merecem upgrade ao fim de algum tempo, diríamos nós. As rodas, os travões, a cassete SLX… Ainda assim, talvez sejam adequados ao patamar de preço em que a bicicleta se encontra. Material mais acima nas gamas iria aumentar o valor a pagar por esta Trek rail+.
| Especificações (trekbikes.com/pt) | |
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| Review completa |
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Basicamente, esta Trek Rail+ segue a mesma geometria do modelo Slash da marca, que conhecemos bem, e isso significa, acima do resto, que esta é uma bicicleta para andar depressa. A descer, especialmente.
Por causa dessa geometria, da construção do quadro em carbono (mais rigidez e reduzindo peso face às versões em alumínio) e do sistema elétrico que impulsiona todo o conjunto, esta e-bike é uma verdadeira “bala” nas secções mais técnicas das longas descidas e não tem vergonha de saltar bem alto.

O ângulo de direção está mais aberto nesta 5ª geração, o reach é generoso e a rigidez do quadro torna a bicicleta fácil de controlar quando vamos no limite. Roda 29 à frente e 27,5 à frente.
E aqui o papel das suspensões é importante. À frente, a RockShox ZEB Select com 160 mm de curso absorve bem e torna a Rail+ mais previsível, o que é sempre bom.
Atrás, o amortecedor Super Deluxe Select RT dificilmente vai ao limite e casa muito bem com todo o sistema de suspensão total da plataforma Rail.
Além disso, há um flip chip que permite mudar um pouco a geometria da Rail+, e isto entre uma configuração mais ou menos progressiva, uma para descidas mais duras e impactos mais fortes e diretos, a outra para impedir que se esgote a suspensão nos saltos, por exemplo.

O que mudaríamos? As rodas… São em alumínio, feitas para aguentar tudo o que há nos trilhos e nas descidas, mas parecem-nos um pouco pesadas demais nalgumas situações, talvez até mais nas curvas. São as Bontrager Line Comp 30 e “pedem” upgrade.
Por outro lado, a transmissão “mista” entre Shimano XT e SLX, mecânica, talvez seja a escolha certa para garantir alguma fiabilidade e impedir que o preço desta versão seja mais alto.
E os travões, da Sram, garantem a força de travagem que é precisa. Nada de mais aqui, há conjuntos melhores. A melhor parte são os discos de 200 mm.
Quando à parte elétrica, não falta força. Este motor da Bosch é top e talvez seja o que esta enduro tem de melhor: 85 Nm de binário e uma resposta imediata, fluida, especialmente no modo eMTB, que adapta automaticamente a assistência ao tipo de esforço do rider.
Uma nota especial: este motor é compatível com a atualização para 100 Nm e 750 watts de potência através da aplicação Bosch eBike Flow.
Em zonas técnicas e a baixa velocidade, esta assistência adaptativa ajuda muito a manter o controlo.
A bateria tem 800 Wh, está no tubo inferior e pode ser retirada pela lateral para a recarregarmos fora da bicicleta.
| Equipa GoRide responsável pelo teste: | |
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| » | Texto e teste: Nuno Margaça e Cristiano Fernandes Rider nas imagens: Cristiano Fernandes Fotos e captação de vídeo: Rodrigo Vicente Outras imagens vídeo: Trek Edição vídeo: Jorge D. Lopes |
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