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A MMR Aelion 10 2026 é uma aero pensada para andar sempre bastante rápido, parece-nos. E surge num momento importante para a marca espanhola, visto que a sua “irmã” Aelion SL (a que tem quadro feito com o carbono mais leve) irá estar nas mãos dos ciclistas da equipa Caja Rural-Seguros RGA na Volta a França deste ano!

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Isto acelerou o desenvolvimento de um modelo totalmente novo, pensado para responder às exigências atuais do ciclismo de estrada, garante a MMR, e que representa uma mudança clara de posicionamento.

A MMR procurou juntar aqui duas características que durante anos viveram separadas: aerodinâmica e baixo peso. E isto tanto na SL como neste modelo um pouco mais barato. O objetivo é simples: criar uma bicicleta capaz de corresponder aos nossos desejos em praticamente todos os cenários.

Tivemos a oportunidade de testar a versão Aelion 10 e perceber, em estrada, se esta proposta se traduz numa bicicleta realmente equilibrada…


A nossa avaliação:

A Aelion 10 é uma bicicleta honesta. Entrega exatamente aquilo que promete: velocidade, eficiência e um comportamento consistente em diferentes cenários.

Não é apenas uma aero para dias de vento favorável ou etapas planas; é uma bicicleta pensada para o ciclismo real, em que há subidas, mudanças de ritmo e longas horas na estrada.

E, no final, é isso que fica: uma bicicleta que não só anda rápido… como dá vontade de continuar a pedalar.

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Não é tão leve quanto a SL, que tem o carbono topo de gama da MMR, mas cumpre muito bem a sua missão, sem esquecer que o lote de material está adequado ao preço pedido, que não passa dos 5.000 euros. E isto inclui rodas em carbono e transmissão eletrónica.


Especificações da MMR Aelion 10 2026:
  • Quadro: Aelion; Mid modulus Carbon; 700x34C max; 142×12; T47 85.5
  • Transmissão: Sram FORCE AXS E1
  • Travões: Sram FORCE AXS E1 HRD
  • Pedaleiro/pratos: Sram FORCE E1; 48-35t
  • Cassete: Sram FORCE XG-1270 10-33t
  • Rodas: DT Swiss ARC1600 55 ,100×12 WHF:142×12 WHR; Centerlock; Carbon; Tubeless ready;
  • Pneus: Hutchinson BlackBird TR; 700x30C; Fold; tubeless ready
  • Espigão de selim: Aelion Carbon 15 Offset
  • Selim: Selle Italia Selle Italia SLR Advan L1
  • Guiador: Vison Metron 5D SMR Evo
  • Preço: 4.815 euros

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A nossa review completa:

O contexto da génese desta nova Aelion é simples: responder aos desejos dos atletas profissionais que usam os quadros desenvolvidos nas Astúrias, mas também dos amadores que buscam uma máquina polivalente e não tão cara.

Os prós ficam com o quadro SL; nós, os comuns mortais, ficamos com a versão “normal” da Aelion, que ainda assim tem um quadro totalmente novo, capaz de competir com a concorrência aerodinâmica sem sair prejudicado na balança.

O vídeo da marca sobre a Aelion e Aelion SL 2026:

MMR Aelion & Aelion SL Road Bike

A integração dos cabos, o uso de componentes mais amigos do vento e a capacidade para acolher pneus de 32 mm são pontos a favor, sem dúvida…

O quadro desta MMR destaca-se pelo seu acabamento, com detalhes bem pensados – como o perfil aerodinâmico da forqueta ou o dropout UDH compatível com os mais recentes desviadores da SRAM –, mas também pelo nível elevado de equipamento selecionado e periféricos atuais, como o guiador integrado Vision ou os selins Selle Italia.

Mas como se compara a nova Aelion face à concorrência no mercado nacional? Será que os seus pergaminhos são suficientemente atraentes face a outros modelos de silhueta idêntica?

Foi o que quisemos saber, e para isso testámos a versão Aelion 10, que chega a Portugal em abril.

Quadro bem acabado

Focando-se na relação preço/qualidade, a MMR equipou esta versão com o grupo eletrónico SRAM Force AXS, com pratos 48/35t e cassete 10-33t, e com rodas DT Swiss ARC1600 55 TR e pneus Hutchinson BlackBird TR na medida 28 mm.

Além disso, podemos contar com o guiador integrado em carbono Vision Metron 5D SMR Evo (com suporte de GPS em alumínio) e com o confortável selim Selle Italia SLR Advan L1 com carris em metal.

Qualquer um destes componentes mereceria um ensaio por si só, e a verdade é que juntos elevam o quadro da MMR a um patamar invejável. 

Mas é no quadro e nos ajustes feitos recentemente que a bicicleta mais cativa. A Aelion 10 revela desde logo o seu pedigree com excelentes acabamentos de pintura, geometria agressiva e ângulos adaptados à competição.

Rígido onde interessa, o carbono de módulo intermédio é competente o suficiente para aproveitar cada pedalada dada. 

E isto reflete-se no asfalto. A curvar, a Aelion é muito capaz, seguindo a trajetória desejada com competência e facilidade, ajudada por uma geometria que coloca o ciclista numa posição agressiva e bem no centro do quadro.

A subir, o peso abaixo dos oito kg torna esta Aelion 10 bastante rápida e, quer seja a pedalar em pé ou sentado, a noção de movimento é sempre elevada.

Rodas competentes

Mas onde esta MMR brilha é a rolar, com as rodas DT Swiss ARC1600 55 TR de perfil de 55 mm a furarem o vento: reforçam o ADN aero da bicicleta, ajudando a manter velocidade em terreno plano, especialmente.

E é interessante pedalar na Aelion 10 com os pneus Hutchinson BlackBird TR na medida 28 mm, com estes a oferecerem boa aderência. São pneus que parecem oferecer um bom compromisso entre velocidade e aderência.

Ainda assim, percebe-se rapidamente que o quadro pede mais volume. Pneus de 30 mm ou até 32 mm podem melhorar significativamente o conforto e a eficiência em pisos mais irregulares. Esta será uma alteração simples e que pode elevar ainda mais o comportamento global da bicicleta.

Ou seja, para quem procura um quadro aerodinâmico para longas distâncias, a solução poderá passar pela troca dos pneus originais por uns de medida 30 ou 32 mm, já que as imperfeições da estrada facilmente são sentidas no guiador Vision Metron 5D SMR Evo, sendo que este nos brinda com uma ergonomia confortável.

É um cockpit bem integrado e que em equipa com o selim Selle Italia perfaz um conjunto moderno, limpo e funcional.

Na transmissão, o grupo SRAM Force AXS revela-se bastante competente, mas por vezes é algo “áspero” quando chega a hora de trocar de relação quer na cassete, quer nos pratos. Mas é uma clara evolução face ao passado, sendo robusto e com um polivalência de louvar.

A mudança de andamentos ocorre rapidamente e a configuração 48/35t, com a cassete 10-33t, garante versatilidade suficiente para diferentes tipos de percurso.

Na estrada!

Desde os primeiros quilómetros que a Aelion 10 mostra claramente ao que vem. É uma bicicleta rápida, com uma sensação evidente de eficiência quando o ritmo sobe.

Em plano, mantém velocidade com facilidade e transmite aquela sensação típica das aero bem conseguidas: rolar sem esforço extra.

Ao mesmo tempo, surpreende pela leveza, mesmo sabendo que a sua “irmã” SL tem um quadro mais leve ainda. Não é uma bicicleta que penaliza nas subidas, e isso sente-se sobretudo nas acelerações e nas mudanças de ritmo.

A posição é agressiva, mas sem ser extrema ao ponto de comprometer totalmente o conforto. Dá para andar rápido e durante bastante tempo.

Outro destaque imediato é a estabilidade. Em curva e em descida, a Aelion comporta-se de forma previsível e segura, algo essencial numa bicicleta com este perfil.

Na estrada, isso traduz-se numa resposta direta. A rigidez na zona do movimento pedaleiro permite aproveitar bem cada watt, enquanto o conjunto mantém um nível de conforto aceitável.

Não é uma bicicleta demasiado seca, o que a torna utilizável também em percursos mais longos. É previsível, e isso é bom. A geometria agressiva não compromete o controlo e a bicicleta segue exatamente a trajetória que se pede. Em descidas rápidas, mantém-se estável e transmite confiança.

É claramente uma bicicleta que convida a andar rápido, e que se sente mais confortável quando o ritmo é elevado.

Basicamente, a nova MMR Aelion 10 de 2026 não tenta reinventar o segmento, mas ajuda a “afiná-lo”. É uma bicicleta que consegue ser rápida sem ser penalizadora, leve sem perder rigidez e agressiva sem se tornar excessivamente desconfortável.

Ainda assim, há um ponto menos positivo: o foco claro na performance faz com que não seja a bicicleta mais indulgente em pisos degradados. Quem privilegia conforto acima de tudo poderá sentir alguma rigidez extra em estradas mais exigentes…

Este é um modelo que confirma a aposta da marca asturiana nos preços competitivos, chega a Portugal em abril e o preço é de 4.815 euros, algo atrativo tendo em conta o “pacote” completo.


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Mais informações:

Equipa GoRide responsável pelo teste:
  • Rider, teste e vídeo: Ricardo Gouveia
  • Fotos: MMR e Ricardo Gouveia

Disclaimer:
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