Na estreia na Strade Bianche, Paul Seixas terminou em segundo lugar, atrás de Tadej Pogacar. O jovem de 19 anos, natural de Lyon, tentou acompanhar o campeão do mundo na subida em gravilha do Mont Sant-Marie, a 78 quilómetros da meta, mas acabou por ceder para o esloveno. Nas íngremes encostas de Siena, conseguiu deixar para trás o mexicano Isaac Del Toro, que foi sempre na roda…
“Claro que estou orgulhoso de mim mesmo, mas estou especialmente orgulhoso da equipa e do que fizeram. Cada um tinha um papel predefinido e todos superaram as expectativas. Desempenharam o seu papel na perfeição. No início, a Noa e o Pierre posicionaram-me muito bem, até mais à frente do que o planeado. Deveriam trabalhar até ao setor 4 ou 5, e posicionaram-me até ao setor 6. O Jordan (Labrosse) e o Paul (Lapeira) estavam lá no troço final para me ajudar; francamente, foi incrível. E durante todo o dia, Grégoire, que teve o azar de cair. São todos estes rapazes que me permitiram alcançar este grande resultado e que me deram a vontade de lutar”, começou por explicar Paul Seixas.
E continuou: “Pogacar disparou de muito longe e eu tentei acompanhá-lo. Não fiquei muito atrás, o que mostra que estou a melhorar. Isso é o mais importante: o meu progresso. Acho que ele estava a gerir o ritmo melhor do que eu, porque eu estava a dar tudo de mim. De vez em quando, ele olhava para trás, via-me a voltar e acelerava outra vez. Acho que ainda estava a gerir o ritmo melhor do que eu. Talvez tenha perdido uns 500 metros; foi todo o esforço que fiz contra o vento. Ele também estava a lutando contra o vento, por isso é assim que acontece”.
Depois de ficar na perseguição a Pogacar, Seixas eteve de lidar com Isaac del Toro, que naturalmente nunca foi aliado… “O Del Toro bloqueou toda a gente. Ele não me queria deixar passar.”
“É difícil, muito difícil, estar na roda do Pogacar. Dói muito as pernas. Quando o Tadej Pogacar atacava (…) o Isaac Del Toro bloqueava-me, mais ou menos. Não uma, nem duas… mas três vezes. Eu tinha uma pequena brecha, o Del Toro bloqueava toda a gente. Ele não me queria deixar passar: quando eu o ultrapassava, ele voltava para a frente e travava. O que eu tive de recuperar, paguei depois. Depois disso, o Pogacar estava realmente noutro nível. Quando ele atacava, eu conseguia vê-lo. Ele via-me a voltar e acelerava outra vez”.
“Quando Pogacar atacou, as minhas pernas estavam ótimas. Só tive alguns problemas de estômago. Não sei bem porquê, mas não me incomodou. Estava tão concentrado na corrida que isso ficou em segundo plano. Tentei acompanhá-lo no início: atacou pouco antes da descida. Depois disso, jogaram em equipa: Del Toro bloqueou-me, não queria mesmo que eu o ultrapassasse. Na descida, perdi tempo e tive de diminuir a distância que aberto. Definitivamente, fiquei alguns metros atrás”, concluiu.
Crédito da imagem: Strade Bianche/X – https://x.com/StradeBianche/status/2030284348574880220/photo/1



