A Strade Bianche disputa-se este sábado e promete espetáculo nas estradas brancas da Toscânia. Com previsão de tempo seco e soalheiro ao longo da semana, é esperado um cenário clássico da corrida: muito pó nos setores de sterrato, fator que tende a endurecer ainda mais a prova e favorecer os corredores mais técnicos e resistentes.

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O grande nome à partida será Tadej Pogacar, apontado como o principal candidato à vitória. O esloveno chega com o estatuto de dominador deste tipo de clássicas e terá novamente uma UAE Team Emirates extremamente forte a apoiá-lo.

Mesmo sem Tim Wellens, terceiro classificado em 2025 e ausente após fratura da clavícula sofrida na Kuurne–Brussels–Kuurne, a equipa mantém um bloco impressionante. Entre os principais apoios destacam-se Isaac del Toro, que tem demonstrado nível para acompanhar os melhores, além de Jan Christen e Florian Vermeersch.

Com esta profundidade, a formação dos Emirados pode controlar a corrida, endurecer o ritmo nos setores de terra ou explorar superioridade numérica caso algum adversário consiga acompanhar Pogacar nas fases decisivas.

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Pidcock: o rival mais credível

Entre os principais opositores está Tom Pidcock, que em 2025 foi o único capaz de responder ao esloveno durante largos momentos da corrida, terminando em segundo lugar.

A versatilidade do britânico é uma das suas grandes armas: campeão olímpico de BTT e antigo campeão mundial tanto em ‘mountain bike’ como em ciclocrosse, Pidcock destaca-se pela capacidade técnica excecional na condução da bicicleta, qualidade particularmente decisiva nos setores de gravilha e descidas técnicas da prova.

O fenómeno Seixas

Outro nome que gera enorme expectativa é o jovem francês Paul Seixas. Com apenas 19 anos, o ciclista da Decathlon é considerado um dos maiores talentos da nova geração.

Apesar de a sua equipa não ter a profundidade da UAE, a sua forma recente e o fator surpresa podem colocá-lo na luta direta com os favoritos.

Wout van Aert, vencedor da corrida em 2020, regressa a uma Strade Bianche que nos últimos anos se tem tornado progressivamente mais seletiva para trepadores.

Para discutir a vitória ou um lugar no pódio, o belga precisará de estar em grande nível físico. Conta com o apoio de Matteo Jorgenson e Ben Tulett, dois corredores com ambições legítimas de terminar no top-10.

A corrida poderá também ser animada por especialistas em terrenos mistos como Quinn Simmons e Gianni Vermeersch, capazes de brilhar nos setores de gravilha mesmo sem estarem no auge da forma.

Vermeersch poderá ainda desempenhar um papel importante como apoio ao italiano Giulio Pellizzari, que mostrou boas indicações no início de fevereiro.

Entre os corredores mais experientes que tentarão aproveitar o conhecimento da prova surgem nomes como Egan Bernal, Julian Alaphilippe, Richard Carapaz e Pello Bilbao.

Já no grupo de outsiders e jovens talentos destacam-se Lennert Van Eetvelt, o português Afonso Eulálio, Ben Healy, Clément Champoussin, Filippo Zana e Romain Grégoire, este último particularmente perigoso em acelerações curtas e explosivas.

Com os famosos setores de terra da Toscânia, ataques longos e a icónica chegada à Piazza del Campo, em Siena, a Strade Bianche volta a reunir alguns dos melhores clássicos do pelotão.

Se Pogacar confirmar o favoritismo ou se surgirá um rival capaz de o desafiar nas estradas brancas, é a grande questão para uma das corridas mais espetaculares do calendário.

Crédito da imagem: UAE Emirates/X

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