Os salários no ciclismo de elite continuam a aumentar e, segundo dados discutidos recentemente pela UCI, o salário médio de um ciclista no WorldTour masculino deverá rondar os 350 mil euros por ano em 2026.

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Esta informação foi inicialmente avançada pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport e mais tarde destacada pelo site CyclingNews, com base nos dados financeiros apresentados pelas equipas à UCI e revelados no seminário WorldTour da UCI em dezembro.

O valor agora avançado representa uma subida superior a cinco por cento face ao ano passado, reforçando uma tendência de crescimento contínuo nos últimos anos.

Em 2023, o salário médio no WorldTour ainda estava claramente abaixo deste patamar, o que mostra como o mercado se pode ter transformado num curto espaço de tempo.

Vários fatores ajudam a explicar este aumento: a entrada de novos patrocinadores de grande dimensão, a expansão global das audiências do ciclismo e, sobretudo, o peso das chamadas super-equipas, que contribuem para puxar o salário médio no WorldTour para cima.

Provas como a Volta a França, que hoje atraem investimento de marcas tecnológicas, bebidas energéticas ou grandes grupos industriais, tornaram o topo do desporto substancialmente mais valorizado.

Apesar disso, a realidade não é igual para todo o pelotão. A diferença entre equipas altamente financiadas e formações com menor capacidade continua a crescer.

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Enquanto estruturas de topo conseguem acompanhar a inflação salarial com relativa facilidade, outras equipas operam com orçamentos mais limitados, o que se reflete no tipo de contratos que podem oferecer aos seus ciclistas.

Ainda assim, o dado mais marcante do relatório é claro: nunca foi tão lucrativo ser ciclista profissional ao mais alto nível.

O WorldTour entra em 2026 com um mercado salarial amadurecido e com um valor médio que, pela primeira vez, se aproxima dos 350 mil euros por temporada. E tudo indica que esta curva de crescimento ainda pode estar longe de abrandar…


Crédito das imagens:
Lusa / EPA / Manuel Bruque

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