Ricardo Marinheiro entrou bem na prova ao registar o sétimo melhor tempo na qualificação, assegurando presença entre os 32 melhores. A partir daí, foi superando cada eliminatória (oitavos, quartos e meias-finais) até garantir um lugar na final.

Na corrida decisiva, o português alinhou ao lado de nomes fortes da especialidade: o francês Titouan Perrin-Ganier, o sueco Casper Cassersted e o esloveno Jakob Klemenčič.

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A final foi disputada num circuito rápido e técnico, onde posicionamento e explosividade fazem a diferença em poucos segundos.

Marinheiro seguia na luta pelos primeiros lugares quando, no início da segunda volta, sofreu um problema mecânico na roda traseira.

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O incidente comprometeu a disputa direta pelo título, obrigando-o a terminar a prova com a bicicleta à mão.

Apesar disso, o português conseguiu garantir o terceiro lugar e a medalha de bronze, num resultado que ganha ainda mais valor tendo em conta as circunstâncias da final.

O título mundial foi conquistado por Titouan Perrin-Ganier, com Casper Cassersted a assegurar a medalha de prata.

A disciplina de cross-country eliminação (XCE) é uma das mais intensas do BTT competitivo. As corridas são curtas, explosivas e disputadas em circuitos urbanos ou técnicos, com obstáculos como saltos, escadas ou pontes.

Cada bateria coloca quatro corredores frente a frente, com apenas dois a avançarem para a ronda seguinte.

Antes das eliminatórias, todos os atletas passam por uma fase de qualificação em formato de contrarrelógio. Apenas os mais rápidos garantem lugar na competição principal, o que torna o acesso às fases finais exigente logo desde o início.