Geraint Thomas e Luke Rowe debateram a transferência de Remco Evenepoel da Soudal Quick-Step para a Red Bull-BORA-hansgrohe no seu podcast, Watts Occurring. O belga, bicampeão do mundo de contrarrelógio, reforça uma equipa que tem recursos para o apoiar nas grandes Voltas. No entanto, a estrutura alemã corre o risco de comprometer a sua coesão. Gerir os egos de três líderes pode revelar-se muito complicado.

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Estas foram as primeiras palavras de Geraint Thomas sobre a transferência, classificando-a como “a maior da históiria do ciclismo”. Luke Rowe concordou sobre essa magnitude. “A duração dos contratos já não é a mesma. Dois anos era o normal, um ano inimaginável e três anos um contrato longo. Agora, dois a três anos é o normal, quatro é longo e pode chegar aos seis.”

Para as equipas e para os ciclistas, contratos de tão longa duração podem tornar-se um fardo, explica Luke Rowe: “Contratar um ciclista por um período tão longo é um risco para a equipa, de manter um ciclista que não está a render, e para o ciclista, de estar numa equipa onde não se enquadra ou onde se sente limitado.”

“Remco ainda pode melhorar”
Os dois protagonistas do podcast acreditam que o belga pode melhorar e que está no lugar certo: “O seu potencial de melhoria é ainda significativo, mesmo que já tenha 25 anos. Está na estrutura certa para progredir; a Red Bull-BORA-hansgrohe investiu muito no seu futuro. O seu plantel é vasto e a sua gestão é competente.”

A contratação de Jarrad Drizners ilustra a relevância das escolhas, segundo Luke Rowe: “É um ciclista muito bom, um excelente capitão de estrada.” A competição será renhida para Remco, que terá de lidar com Primoz Roglic e Florian Lipowitz, terceiro classificado no último Tour de França.

Rowe está curioso para ver como Lipowitz e Evenepoel vão coabitar: “Penso que tudo vai correr bem com o Primoz, mas não sei quanto ao Lipowitz. Ele terminou em terceiro lugar no Tour, e estão a trazer o Remco para o substituir. Será interessante ver como isto se desenrola. Três líderes numa grande Volta podem rapidamente gerar o caos.”

Sobre os rumores em torno da participação de Remco no Tour, Rowe e Thomas são unânimes: o dinheiro terá a palavra final. “O Remco irá para o Tour. Não se investe tanto dinheiro num ciclista para depois ele não estar lá. Esta transferência permite-nos reequilibrar as forças e, portanto, criar uma melhor dinâmica.”

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Crédito da imagem: LeTour ASO/X

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