O australiano Luke Plapp juntou a voz ao coro de críticas sobre o comportamento das motos na Volta à Romandia, considerando que a influência dos veículos na prova suíça foi excessiva e desproporcionada.

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Plapp, que terminou a corrida no quinto lugar da geral, segue as pisadas de outras figuras do pelotão como Roman Kreuziger (diretor desportivo da Bahrain Victorious), Valentin Paret-Peintre e Louis Vervaeke (ambos da Soudal Quick-Step), que também já tinham manifestado o seu descontentamento.

Em declarações ao Stanley St. Social, o corredor da Jayco AlUla admitiu que as motos têm sempre algum papel nas corridas, mas sublinhou que o que se passou na prova helvética ultrapassou todos os limites.

“Nunca vi as motos terem uma influência tão grande numa corrida. Foi verdadeiramente ridículo, fizeram diferenças enormes”, afirmou Plapp.

O australiano detalhou como a presença das motos afetava diretamente a dinâmica do pelotão, especialmente quando a UAE Emirates XRG tentava controlar a corrida. «Quando a fuga se formava, a UAE Team Emirates XRG colocava um ou dois ciclistas a puxar para manter a escapada sob controlo. Depois, quando as motos chegavam à frente do pelotão, a velocidade tornava-se completamente louca», explicou.

Segundo Plapp, o ritmo imposto era de tal forma elevado que alterava o desenrolar natural da competição. «Ficávamos em fila indiana e tínhamos de fazer um sprint a fundo em cada aceleração. A diferença para a fuga diminuía de repente. Houve algumas etapas em que a velocidade a que íamos e a forma como as motos influenciaram a corrida foi um disparate», concluiu.

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