Per Strand Hagenes (Visma | Lease a Bike) alcançou o triunfo mais marcante da sua jovem carreira ao vencer a 120.ª edição da Paris-Tours, disputada este domingo, 11 de outubro. O possante corredor norueguês, de 23 anos, desferiu um ataque decisivo sob a marca do último quilómetro na Avenue de Grammont, resistindo ao grupo de favoritos para cortar a meta em solitário.

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O belga Jasper Stuyven (Soudal Quick-Step) terminou no segundo lugar, enquanto o francês Christophe Laporte (Visma | Lease a Bike) garantiu a terceira posição ao vencer o sprint pelo último lugar do pódio.

A clássica francesa ficou marcada por uma enorme tensão nos caminhos de vinha, problemas mecânicos e várias quedas coletivas. Numa primeira fase, o controlo da corrida esteve a cargo da Visma | Lease a Bike e da Netcompany INEOS, que reduziram a vantagem dos fugitivos da manhã para 1’30” à entrada do primeiro setor de terra. Pouco depois de uma primeira paragem a 70 quilómetros do fim, uma queda aparatosa a 50 quilómetros da meta envolveu cerca de 15 ciclistas, atirando ao solo nomes como Arnaud De Lie, Anthony Turgis, Dorian Godon e Mathias Vacek, o que desorganizou por completo o pelotão e permitiu aos homens da frente recuperar terreno, ao mesmo tempo que Lewis Askey e Paul Lapeira tentavam uma primeira movimentação.

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Na frente, a fuga reduziu-se a cinco elementos: Julius van den Berg, Stefan Bissegger, Yves Lampaert, Storm Ingebrigtsen e Matis Louvel. Contudo, a 25 quilómetros do final, uma aceleração vigorosa de Jenno Berckmoes encurtou o grupo dos favoritos para cerca de duas dezenas de unidades, deixando para trás Tim Merlier antes de o próprio belga ser travado por uma avaria mecânica.

Os últimos resistentes da fuga foram alcançados a 20 quilómetros da chegada, momento em que Pierre Gautherat tentou a sorte a solo. A este juntaram-se, a 15 quilómetros do termo, Rasmus Sojberg Pedersen e o próprio Per Strand Hagenes. O trio acabou por ser neutralizado a 11 quilómetros do fim pelo trabalho da Soudal Quick-Step, liderada por Pepijn Reinderink e Jasper Stuyven.

A derradeira subida da Côte de Rochecorbon serviu para uma ofensiva de Paul Lapeira, que selecionou um grupo de elite de dez a onze corredores, onde constavam Christophe Laporte, Toms Skujins, Jonas Abrahamsen, Thibaud Gruel, Matys Grisel e Lewis Askey.

Já na aproximação à chama vermelha, e perante a indecisão tática que ameaçava juntar os perseguidores, Toms Skujins (Lidl-Trek) dinamitou a corrida com ataques consecutivos. Atento, Per Strand Hagenes respondeu de pronto com um forte contra-ataque a um quilómetro da meta, conseguindo manter a distância sobre Stuyven e Laporte para celebrar a vitória.