O corredor da equipa norte-americana Denver Disruptors e estagiário desde agosto na Israel-Premier Tech, Riley Sheehan foi protagonista de uma das maiores surpresas da temporada 2023 ao vencer no último domingo a 117.ª edição da Paris-Tours! Aos 23 anos, o primeiro norte-americano a ganhar a prestigiada clássica francesa conquistou, naturalmente, o maior sucesso da ainda curta carreira.
Num final de corrida carregado de suspense, Sheehan impôs-se num quinteto destacado do pelotão que se apresentou à discussão do triunfo na reta da meta, na Avenue de Grammont, batendo Lewis Askey (Groupama-FDJ) e Tobias Halland Johannessen (Uno-X Pro), Joris Delbove (St Michel-Mavic-Auber93) e Olivier Le Gac (Groupama-FDJ).
👀 Le sprint victorieux et la très belle joie de 🇺🇸@Riley_Sheehan_ à @villedetours ! 💪
👀 What a sprint by 🇺🇸@Riley_Sheehan_ in Tours! 💪#ParisTours pic.twitter.com/OvxXJqoe8d
— ParisTours (@ParisTours) October 8, 2023
O campeão europeu Christophe Laporte (Jumbo-Visma) dominou o sprint do pelotão pelo 6.º lugar, com o duplo detentor do título Arnaud Démare (Groupama-FDJ) apenas em oitavo. Na última corrida das respetivas carreiras, o belga Greg Van Avermaet (AG2R Citroën) e o francês Tony Gallopin (Lidl-Trek) concluíram a clássica nos 58º e 64º lugares, respetivamente.
📈 #ParisTours — RILEY SHEEHAN (🏆)
• Time — 17 sec 💥
• Distance — 290 m 📏
• Speed — Avg 61.3 Kph, Max 64.1 Kph 💨
• Power — Avg 1,090 W, Max 1,240 W ⚡️
• Cadence — Avg 110 rpm, Max 119 rpm 🔃
• Hr — Avg 195 bpm, Max 197 bpm ❤️pic.twitter.com/tEoAo46xjc— ammattipyöräily (@ammattipyoraily) October 9, 2023
O vencedor-surpresa Riley Sheehan tinha como referência apenas o 9.º lugar no Maryland Cycling Classic há um mês e uma vitória em corridas da UCI na Joe Martin Stage Race (juntando-lhe duas etapas) em maio. Não o suficiente para fazer este corredor do Colorado, entusiasta do ciclocrosse, um potencial ganhador de uma famosa corrida de um dia do ciclismo mundial. No final, o jovem americano não continha o entusiasmo.
“É especial, esta vitória significa tudo para mim, ganhar uma corrida tão especial como o Paris-Tours, estou sem palavras. É ótimo, poderá ser um ótimo começo para minha carreira. O único plano, para mim, que tínhamos para a corrida era que ficasse na frente, o mais calmo possível. Nos últimos quilómetros até estávamos bem colocados na frente para lançar para os nossos velocistas”, começou por afirmar Riley Sheehan.
👏 L'ovation du public de Tours pour @tonygallopin, très ému au moment de franchir la ligne d'arrivée pour la dernière course de sa carrière. 👋#ParisTours pic.twitter.com/ZSDNrZLbmE
— ParisTours (@ParisTours) October 8, 2023
“Mas consegui resistir aos ataques nas subidas, e dei por mim com um grupo isolado. O sprint final foi brutal. Quando entrámos destacados sabia que chegaríamos ao fim à frente, por isso fiquei um pouco nas rodas, estava na posição perfeita. Quando o corredor de Saint Michel (Joris Delbove) lançou o sprint, segui-lhe a roda. Foi o correto. Depois disso, acelerei e não olhei para trás. É fenomenal para minha carreira, mal posso esperar pelo que vem a seguir!’, afirmou o vencedor.
Um dia depois de Thibaut Pinot despedir-se da carreira na Volta a Lombardia, outro corredor francês retirou-se oficialmente da competição, no último domingo, na Paris-Tours: Tony Gallopin! Aos 35 anos, Gallopin cortou a meta em apoteose, ladeado por companheiros de equipa, que lhe prestaram uma magnífica homenagem.
The end of a hugely impressive career in the peloton for @tonygallopin at #ParisTours today 👏 Congratulations, Tony & good luck in your new chapter 🫶🥳 pic.twitter.com/q4ePoWpNrC
— Lidl-Trek (@LidlTrek) October 8, 2023
“Foi um dia magnífico. Sinceramente, não poderia ter sonhado com melhor. Lutei para ajudar os meus companheiros até o fim. É um dia incrível que permanecerá para o resto da minha vida. Esse momento com minha família, meus amigos, os fãs… Arrepiou-me, é incrível”, declarou Gallopin, que a partir do próximo ano será diretor de desportivo da equipa Lotto Dstny.
A segunda despedida no Paris-Tours foi a do belga Greg van Avermaet. No final, o consagrado classicómano encerra uma carreira de 17 anos com 42 vitórias, incluindo uma Paris-Roubaix (2017), um título olímpico de fundo (2016), duas etapas do Tour de França (2015 e 2016), duas Omloop Het Nieuwsblad (2016 e 2017), dois Grand Prix de Montréal (2016 e 2019), uma Ghent-Wevelgem (2017) e ainda uma Paris-Tours (2011).
🇫🇷 @ParisTours
Toujours une journée difficile sur les chemins de vigne ! Quelle course pour terminer sa carrière !
Hard day in the saddle today. These gravel sectors did not spare our tyres. What a race to finish off a career!#AG2RCITROENTEAM pic.twitter.com/id8xL9f4xH
— AG2R CITROËN TEAM (@AG2RCITROENTEAM) October 8, 2023
“Foi muito especial. Ainda me divirto muito nas corridas, mas meus resultados não estão acompanhando e não vão melhorar com a idade. Tomei a decisão. Estou feliz por ter aproveitado as últimas corridas da minha carreira para me divertir e sair bem. Creio que tive uma ótima carreira e pará-la não será fácil. Mas estou feliz por fazê-lo em grande estilo, numa corrida que ganhei em 2011, a minha primeira vitória numa clássica”.
Imagens Paris-Tours Twitter



