Tadej Pogacar venceu a quarta etapa da Paris-Nice com a superioridade que o tem caracterizado esta temporada. Só que desta vez, batendo inapelavelmente Jonas Vingegaard, que não teve capacidade de seguir o ataque final do arquirrival e futuro adversário na Volta a França de 2023.
O esloveno na UAE Team Emirates impôs-se ao francês David Gaudu (Groupama-FDJ), por um segundo, enquanto o suíço Gino Mäder (Bahrain-Victorious) foi terceiro na etapa, a 34 segundos.
🏁 4.3km
🇩🇰 Jonas Vingegaard attaque !
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Jonas Vingegaard até o primeiro a acelerar, levando Pogacar na roda. O esloveno, que partiu para esta etapa com 11 segundos de desvantagem para o dinamarquês (mas que reduziu a 9 no decurso da mesma com uma bonificação intermédia), manteve-se na roda do corredor da Jumbo-Visma, e apesar de terem aberto rapidamente um fosse para o grupo perseguidor, os dois não foram longe…
Uma vez alcançados os dois titãs, David Gaudu atacou de imediato e ganhou cerca de 100 metros para o grupo de Pogacar/Vingegaard.
👀 Un final tout en puissance pour @TamauPogi 💪
👀 A very strong finish by @TamauPogi 💪#ParisNice pic.twitter.com/LgW7sVEQ8e
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Então, foi a vez de ‘Pogi’ fazer a sua jogada, e foi irresistível. Disparou no encalço de Gaudu, surpreendendo Vingegaard, que ainda se aproximou, mas acabou por ‘rebentar’ e perder de 43 segundos na meta, na sexta posição, e já tem 44 de desvantagem para o novo camisola amarela, Tadej Pogacar.
🤜🤛 Le respect entre grands champions.
🤜🤛 Respect between great champions.#ParisNice pic.twitter.com/uvhJucoL3w
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O corredor da UAE Team Emirates apanhou David Gaudu e bateu-o ao sprint a cerca de 100 metros da meta. O francês é agora também segundo classificado na geral, a 10 segundos do líder.
“A etapa foi muito difícil na primeira parte devido aos ventos cruzados, um verdadeiro caos. Depois, na última subida, Félix Grossschartner fez um trabalho muito bom e antes disso a equipa já me tinha colocado numa posição perfeita. Tive boas pernas, Sabia que não poderíamos dar muito tempo a Gaudu, então decidi alcançá-lo”, começou por explicar Pogacar.
“Fiquei um pouco surpreso com Jonas Vingegaard. Primeiro atacou e pensei que estava a sentir-se muito bem, não contra-ataquei, apenas esperei o grupo. No final foi muito difícil, ele tentou apanhar-me, mas não diminuiu a distância e quebrou um pouco. Não tinha em mente levar a camisola amarela hoje, mas não dizemos não à amarela. Por isso, estou feliz por tê-la”, afirmou o novo líder da Paris-Nice.
Único português em prova, Rui Oliveira (UAE Team Emirates) acabou em 102.º, a 21.24 minutos do seu companheiro de equipa.
Na quinta-feira, a quinta etapa liga Saint-Symphorien-sur-Coise a Saint-Paul-Trois- Châteaux, com quatro contagens de montanha categorizadas, as primeiras três logo a abrir a tirada.
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Fotografia: Twitter UAE Team Emirates



